GRNEWS TV: Sífilis avança e acende alerta na saúde pública
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Maria de Lourdes Liguori, enfermeira Referência Técnica da Vigilância Epidemiológica e Patrícia Pimenta, cirurgiã dentista Especialista em Cirurgia Buco Maxilo Facial, que abordaram ações de prevenção de ISTs e manifestações bucais.
Doença lidera registros na macrorregião
Entre os 54 municípios que integram a macrorregião de saúde, a sífilis foi a infecção que mais se destacou em 2025. O crescimento dos casos preocupa autoridades sanitárias e profissionais da área, já que a doença aparece em diferentes contextos: na população em geral, em gestantes e na forma congênita, quando é transmitida da mãe para o bebê durante a gestação. Esse cenário reforça o status da sífilis como um dos principais desafios atuais da saúde pública.
Risco ligado ao comportamento, não à pessoa
Não existe um perfil pessoal específico mais propenso à infecção. O fator determinante é o comportamento de risco, especialmente relações sexuais desprotegidas. Qualquer pessoa que se exponha a esse tipo de situação pode desenvolver a doença. Ainda assim, há grupos que vivem sob risco constante, como pessoas em situação de rua, usuários de álcool e outras drogas, detentos e populações socialmente vulneráveis, que enfrentam mais barreiras para acesso à informação e aos serviços de saúde.
Busca por ajuda faz diferença
Pessoas com maior acesso à orientação tendem a procurar atendimento rapidamente após uma situação de risco, o que facilita o diagnóstico e o tratamento. Já entre os grupos mais vulneráveis, o acompanhamento costuma ser tardio, o que aumenta a chance de transmissão e complicações. Por isso, as estratégias de saúde precisam ser ativas e ir além das unidades, alcançando quem dificilmente procura o serviço por conta própria.
Educação e vacinação como pilares da prevenção
A prevenção começa cedo. Crianças e adolescentes precisam ser incluídos nas ações educativas, com diálogo aberto em escolas e dentro de casa. A vacinação contra o HPV, disponível para o público de 9 a 14 anos, é um exemplo de estratégia preventiva fundamental antes do início da vida sexual. Apesar de resistências e desinformação, a vacina não incentiva a sexualidade precoce, mas protege contra infecções futuras. Investir em educação em saúde hoje é a chave para reduzir os índices amanhã.
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