GRNEWS TV: Cessão de servidores municipais para órgãos estaduais e federais pressiona contas e reacende discussão em Pará de Minas
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, o vice-prefeito de Pará de Minas, Luiz Lima, fez um balanço do primeiro ano da atual gestão e falou sobre o período de adaptação ao Executivo.
Impacto financeiro preocupa a gestão
A cessão de servidores municipais para órgãos estaduais e federais voltou ao centro do debate em Pará de Minas. O tema, recorrente nas discussões administrativas, levanta preocupação pelo alto custo para o município. Salários, 13º, férias, quinquênios e outros benefícios continuam sendo pagos pela prefeitura, mesmo quando o servidor atua fora da estrutura municipal.
Polícia Civil concentra grande número de cedidos
Um dos exemplos mais citados é a Polícia Civil. Atualmente, cerca de seis ou sete servidores municipais estão cedidos apenas para esse órgão, responsável pela emissão de documentos de identidade. Além disso, há servidores destinados a outros setores, como o posto do IML. O problema, segundo a gestão, é que quando o serviço falha, a cobrança recai sobre a prefeitura, e não sobre o governo estadual, que deveria suprir essas vagas.
Cobrança política e ano eleitoral
A avaliação é de que prefeitura, Câmara Municipal e vereadores precisam atuar de forma conjunta para pressionar deputados e o governo do Estado. Em um ano eleitoral, o tema ganha ainda mais relevância, já que a falta de profissionais estaduais acaba sendo compensada com recursos municipais, sobrecarregando o orçamento local.
Auxílio alimentação e reajuste salarial
Outro ponto abordado foi o Programa Auxílio Servidor, conhecido como auxílio alimentação. A administração reconhece a defasagem do benefício e dos salários, mas reforça que qualquer reajuste precisa ser feito com responsabilidade. Segundo a gestão, não adianta conceder aumento sem garantia de pagamento futuro.
Receita sem correção limita avanços
O cenário financeiro é agravado pelo fato de que, neste ano, os tributos municipais não terão correção, enquanto despesas, contratos e salários recebem reajustes obrigatórios. Essa diferença entre receita e gasto impede avanços maiores, limitando o reajuste dos servidores à reposição inflacionária.
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