Compreendendo os sinais da esclerose lateral amiotrófica que paralisa o corpo gradualmente
Silenciosa e implacável, a esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença rara que afeta os neurônios motores, responsáveis pelos movimentos do corpo. Com sintomas iniciais sutis, o diagnóstico frequentemente ocorre tardiamente, quando o paciente já apresenta significativa perda de suas capacidades de movimento, fala e até respiração.
A ELA, que incide em 1 a 2 pessoas a cada 100 mil por ano, é uma condição progressiva, sem cura e irreversível. “A ELA compromete a rotina e a independência do paciente. Quanto antes for detectada, melhor o resultado das terapias e tratamentos que ajudam a conter seu avanço”, afirma o neurologista William A. dos Santos, do Hospital São Luiz Anália Franco, da Rede D’Or.
Este alerta é feito no mês em que se celebra o Dia Mundial para Conscientização da ELA (21 de junho).
Os sinais iniciais e fatores de risco da ELA
Os sintomas iniciais da ELA são frequentemente confundidos com outras condições, o que facilita que sejam ignorados. Os sinais de alerta mais comuns incluem:
Fraqueza muscular, predominantemente em braços ou pernas;
Câimbras frequentes;
Espasmos ou contrações involuntárias;
Perda de coordenação motora;
Dificuldade para realizar tarefas cotidianas simples, como andar, levantar, falar ou engolir;
Perda de peso;
Dificuldades respiratórias (em estágios mais avançados).
Estudos indicam fatores que aumentam o risco de desenvolver ELA, como genética, hereditariedade, sexo e idade. A maioria dos casos ocorre entre os 40 e 70 anos, sendo ligeiramente mais comum em homens. Contudo, em grande parte das ocorrências, a causa ainda permanece desconhecida.
Tratamento e a importância do diagnóstico precoce
Apesar dos avanços na medicina, o tratamento da esclerose lateral amiotrófica ainda se concentra no controle dos sintomas. Terapias como fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e o uso de medicamentos modernos contribuem para desacelerar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente.
“Hoje temos novos medicamentos que conseguem retardar em até 33% o avanço da ELA em fases iniciais, por isso, é tão importante o diagnóstico precoce. Isso representa mais tempo de vida e com mais autonomia para o paciente”, explica o neurologista. Um exemplo é o Edavarona, recentemente aprovado pela Anvisa, que atua com ações antioxidantes e neuroprotetoras, ajudando a diminuir o estresse oxidativo, principal vetor de progressão da condição.
Em estágios avançados, a ELA pode levar à paralisia total, comprometendo a respiração e exigindo cuidados intensivos. “A interação entre cérebro e músculos vai sendo perdida aos poucos. É uma jornada difícil, mas com diagnóstico precoce e apoio contínuo, é possível preservar a qualidade de vida”, afirma Santos.
De acordo com o especialista, a conscientização sobre a ELA tem crescido desde 2014, quando a Campanha do “Balde de Gelo” viralizou nas redes sociais. Ainda assim, a subnotificação continua sendo um dos maiores desafios. “Muitos casos não chegam aos sistemas de saúde ou são confundidos com outras condições. Isso atrasa o tratamento e diminui as chances de controle”, alerta o médico.
O neurologista destaca que, mesmo sem cura, o enfrentamento da ELA deve ser feito com suporte multidisciplinar, tecnologia assistiva e acolhimento. “Com um plano de cuidado individualizado, apoio familiar e um bom atendimento, conseguimos proporcionar mais conforto, autoestima e dignidade ao paciente”, finaliza o médico do São Luiz Anália Franco.
Com a tradição e a excelência da marca São Luiz, o hospital localizado na zona Leste de São Paulo oferece atendimento em diversas especialidades, incluindo neurologia, além de serviços como pronto-socorro adulto e pediátrico, Centro Médico de Especialidades, e Centros de Oncologia e Cirurgia Robótica. As informações são da Assessoria de Comunicação da Rede D’Or


