GRNEWS TV: Violência deixa marcas na mulher e reconhecimento pode ser o primeiro passo para romper o ciclo
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Andréa Moreira, psicóloga e presidente da Associação Por Elas, ressaltou que a violência dentro de casa pode produzir consequências que ultrapassam a vítima diretamente agredida. Durante a entrevista, Andrea explicou que crianças expostas a ambientes familiares conturbados podem apresentar dificuldades de aprendizagem, fobias, pesadelos, irritabilidade e comportamento agressivo. Segundo ela, esses sinais precisam ser compreendidos considerando o contexto familiar, e não tratados isoladamente como um problema da criança.
Reconhecer a violência permite buscar mudanças
Para Andrea, identificar que existe uma situação de violência é fundamental para retirar o problema da invisibilidade e evitar sua naturalização. Ela destacou que comportamentos violentos são construídos culturalmente e, portanto, podem ser modificados.
A entrevistada também apontou que pessoas envolvidas em relações marcadas pela agressividade podem buscar acompanhamento psicológico, psiquiátrico ou terapia de casal. O objetivo é interromper comportamentos violentos e evitar a reprodução de padrões aprendidos ao longo da vida.
Rede de proteção amplia caminhos para as vítimas
Outro ponto destacado foi a importância das políticas públicas e da existência de diferentes portas de entrada para acolhimento. A Associação Por Elas mantém uma parceria com a Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal, onde voluntários das áreas de psicologia e advocacia oferecem acolhimento e orientação.
O serviço não substitui os órgãos públicos. A função é receber a mulher, ouvi-la sem julgamento e direcioná-la, quando necessário, para equipamentos como Delegacia da Mulher e Defensoria Pública.
Segundo as informações apresentadas na entrevista, o CREAS registra entre 10 e 20 atendimentos semanais relacionados a situações envolvendo mulheres e violência. Para Andrea, números elevados na rede de proteção representam um alerta e mostram que ainda existe necessidade de ampliar o trabalho de enfrentamento e prevenção.
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