Ativista ambiental avalia que paraminenses ainda não tem o hábito de fazer coleta seletiva

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Um projeto reprovado pelos vereadores durante reunião da Câmara Municipal, realizada na noite de segunda-feira, 20 de maio, continua dando o que falar. É que ele pretendia mudar o Estatuto do Servidor Público Municipal e autorizaria a prefeitura a pagar despesas de funcionário público que viajasse ao exterior a trabalho. Doze vereadores votaram contra na primeira votação e a segunda deve acontecer no próximo encontro, no dia 27 de maio.

O assunto é polêmico. O Município pretendia enviar uma engenheira ambiental concursada para participar de um congresso na Suécia no fim deste mês. Lá ela teria conhecimentos para aplicar em Pará de Minas projetos de redução de resíduos sólidos e transformar o lixo em energia elétrica, como acontece no país europeu.

A Suécia é conhecida pelo sistema de reciclagem que funciona tão bem que o país compra lixo dos vizinhos para produção de energia elétrica. Toda zona residencial por lá deve ter uma estação de reciclagem a no máximo 300 metros e todo mundo tem o hábito da coleta seletiva. Para gerar eletricidade, o lixo é incinerado em 32 estações especiais que gera um gás capaz de mover as turbinas.

A viagem da engenheira paraminense ao país europeu seria de grande valia caso a cidade já tivesse encaminhada nesse processo de separação de lixo e produção de gás para geração de energia elétrica, o que não acontece em Pará de Minas na avaliação da ativista ambiental Sônia Naime.

Para ela ainda são necessárias muitas mudanças até que o município consiga implantar projetos revolucionários como aqueles que estão em pleno funcionamento na Suécia:


Sônia Naime
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De acordo com a ambientalista antes de qualquer coisa é preciso educar a população para separar corretamente o lixo. Depois as atenções devem ser voltadas para associações de catadores que necessitam de apoio:

Sônia Naime
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Sônia Naime lembra ainda que em alguns estados brasileiros há exemplos que podem ser copiados e replicados em Pará de Minas e para isso é preciso comprometimento do poder público e da população:

Sônia Naime
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No Brasil segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE) cada brasileiro produz em média 383 quilos de lixo por ano e apenas 3% dos resíduos sólidos são reciclados. Já na Suécia cada morador produz 460 quilos de lixo por ano e recicla 99% dos resíduos.

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