GRNEWS TV: Vape causa dependência extrema e sequelas permanentes em jovens
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Matheus Assunção Goebel, médico pneumologista, Mary Campos, das Equipes Multiprofissionais da Atenção Primária à Saúde e Neide Almeida, ex-fumante, afirmaram que mesmo após décadas de campanhas que reduziram o número de fumantes, o tabagismo continua sendo uma das principais causas de mortes evitáveis no mundo. Agora, especialistas apontam um novo desafio para a saúde pública: a rápida disseminação dos cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens. A aparência moderna, os sabores variados e a falsa ideia de que o vape seria menos prejudicial têm levado milhares de pessoas a experimentar o dispositivo, apesar da proibição de sua comercialização no Brasil.
Cigarro eletrônico amplia preocupação com o avanço do tabagismo entre adolescentes
Médicos alertam que o crescimento do consumo ocorre em ritmo preocupante e já apresenta características de uma epidemia. Enquanto o cigarro convencional costumava provocar doenças após décadas de uso, os profissionais observam que usuários de vape vêm desenvolvendo problemas respiratórios e dependência em um intervalo muito menor de tempo. O cenário preocupa principalmente porque o público mais atingido ainda está em fase de desenvolvimento físico e neurológico.
Alta concentração de nicotina pode comprometer cérebro e pulmões
Especialistas explicam que muitos dispositivos eletrônicos possuem concentrações de nicotina muito superiores às encontradas no cigarro tradicional. Em alguns casos, o consumo diário pode equivaler a vários maços de cigarro, favorecendo uma dependência intensa. Há relatos de usuários que despertam durante a madrugada para utilizar o vape devido aos sintomas de abstinência.
Além da dependência química, o uso frequente interfere na concentração, reduz o rendimento escolar, aumenta a irritabilidade e compromete o desenvolvimento do cérebro, que continua em formação até aproximadamente os 25 anos de idade.
EVALI provoca doença grave
Outro risco é a EVALI, uma grave lesão pulmonar associada ao cigarro eletrônico. A doença provoca intensa inflamação dos pulmões e pode deixar sequelas permanentes, como fibrose pulmonar e falta de ar crônica. Diante desse cenário, profissionais da saúde reforçam que o enfrentamento do problema passa pela informação, pelo diálogo com adolescentes, pela atuação das escolas e pelo fortalecimento das ações preventivas para impedir que uma nova geração desenvolva dependência da nicotina.
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