GRNEWS TV: Saúde busca solução para mais de 20 mil pessoas que esperam por consultas com especialistas

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Luiz Lima, vice-prefeito e secretário municipal de Saúde, e Cristiane dos Santos Paulino, referência técnica de Planejamento e Gestão em Saúde, informaram que a rede pública de saúde de Pará de Minas vai iniciar uma ação para melhorar o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e reduzir o tempo de espera por consultas. O projeto Saúde em Rede será implantado nas 25 unidades do município, com participação de 50 tutores, dois por unidade.

A proposta, desenvolvida em parceria com o Ministério da Saúde, Hospital Albert Einstein, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e outras instituições do SUS, prevê capacitação das equipes, análise das necessidades de cada território e reorganização das agendas. O trabalho seguirá até 2027, com foco em ampliar a capacidade de atendimento nos próprios bairros.

Demanda especializada supera 20 mil pacientes
A fila por consultas especializadas já ultrapassa 20 mil pessoas. Dados apresentados durante o debate apontam 2.916 pacientes aguardando atendimento em ortopedia, 2.807 em neurologia e 2.366 em proctologia, conforme levantamento disponível até setembro.

Segundo a representante da saúde, parte dessa demanda corresponde a consultas de retorno. Por isso, médicos especialistas do AME estão reavaliando os pacientes para verificar a necessidade de permanência na fila e priorizar os casos que exigem atendimento mais rápido.

Teleconsultoria e gestão de recursos
Outra estratégia é a teleconsultoria, parceria com a Feluma, ligada às Ciências Médicas, e a Secretaria de Estado de Saúde. Médicos da atenção primária podem consultar especialistas em áreas como cardiologia, endocrinologia e neurologia, com prazo de até 48 horas para receber orientações.

A gestão municipal também estuda ampliar os recursos destinados à compra de consultas. A avaliação apresentada destaca ainda que a atenção primária pode resolver mais de 80% das condições de saúde, desde que funcione adequadamente.

O debate também ressaltou a importância de orientar os profissionais sobre protocolos clínicos e direcionar os recursos para as necessidades prioritárias, buscando eficiência sem comprometer a qualidade da assistência.

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