Vacina contra febre amarela impede o avanço da doença em MG
A febre amarela, uma enfermidade viral grave com risco de morte, exige atenção constante. O vírus não é transmitido diretamente de um indivíduo para outro, sendo propagado somente por meio da picada do mosquito Aedes aegypti infectado. Diante disso, o Governo do Estado de Minas Gerais, por intermédio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), reforça a relevância de manter a carteira de imunização em dia, sobretudo no intervalo de maior incidência da infecção, que compreende os meses de dezembro a maio.
Monitoramento epidemiológico e epizootias
Ao longo de 2026, os registros oficiais indicam que o estado não confirmou contaminações humanas, embora tenha contabilizado 69 notificações sob suspeita. No tocante aos macacos infectados, foram registradas 632 epizootias, sendo que 33 delas tiveram o diagnóstico comprovado para a presença do vírus da febre amarela.
Ações de vigilância e imunização
O subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, enfatiza que a enfermidade pode ser contida por imunizantes, sendo a dose indispensável para resguardar a população e impedir novos diagnósticos e mortes. A vacina é disponibilizada gratuitamente em toda a rede pública de saúde e nas unidades móveis de imunização.
Índices de vacinação no estado
Conforme os relatórios da Vigilância Epidemiológica Estadual, o percentual de cobertura vacinal em território mineiro atingiu 84,91% em 2025 e subiu para 87,50% em 2026. Mesmo com o crescimento observado, o índice acumulado ainda se encontra abaixo da meta fixada pelo Ministério da Saúde, que determina a vacinação de 95% do público-alvo.
Estratégias adicionais de prevenção
Somada à aplicação do imunizante, a população deve adotar precauções diárias para evitar picadas de insetos, utilizando repelentes cotidianamente, além de vestidos com mangas compridas, calças e sapatos fechados, sobretudo em passeios e rotinas ao ar livre.
Outra conduta indispensável envolve a comunicação rápida e a apuração de suspeitas em seres humanos ou de primatas achados doentes ou mortos, uma vez que esses animais atuam como indicadores precoces da presença do vírus na natureza. Eduardo Prosdocimi reforça que a dose oferecida pelo SUS é segura e apresenta elevada eficácia, ressaltando que o propósito central é atingir a meta estipulada para preservar as vidas no estado.
Público-alvo e recomendações do PNI
Desde o ano de 2008, o território mineiro é classificado integralmente como Área com Recomendação de Vacina. A administração das doses é orientada pelas normas do Programa Nacional de Imunizações (PNI), conforme os critérios abaixo:
Crianças que atingem 9 meses de idade devem tomar a primeira dose;
Crianças ao completarem 4 anos precisam receber a dose de reforço;
Pessoas entre 5 e 59 anos que não possuem registro vacinal devem receber uma aplicação;
Indivíduos que tomaram somente uma dose antes de completar 5 anos de idade necessitam do reforço;
Pessoas com 60 anos ou mais devem passar por avaliação prévia da equipe de saúde antes da aplicação;
Passageiros de rotas internacionais ou pessoas não vacinadas que pretendem se deslocar para locais com presença do vírus em humanos ou animais devem se vacinar no mínimo 10 dias antes da viagem.
Com informações da Agência Minas.

