CNM prevê impacto de R$ 70 bilhões aos municípios com aposentadoria especial para ACE e ACS

CNM prevê impacto de R$ 70 bilhões aos municípios com aposentadoria especial para ACE e ACS

A decisão do Congresso Nacional sobre a aposentadoria especial de Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate a Endemias gerou apreensão nos gestores locais. Embora ressalte a relevância dessas categorias para o país, a entidade representativa dos municípios aponta um impacto financeiro estimado em R$ 70 bilhões para os cofres locais ao longo das próximas décadas, além de um custo financeiro anual de R$ 4,3 bilhões.

Alertas e mobilização
O alerta quanto aos reflexos financeiros foi levado diretamente ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e a diversos parlamentares durante a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, promovida em maio, bem como na Mobilização Municipalista realizada no mês de julho.

Controvérsia constitucional e autonomia
Além das consequências orçamentárias, a iniciativa traz vícios de inconstitucionalidade ao fixar diretrizes previdenciárias e funcionais com expressivo custo financeiro aos municípios. A medida interfere diretamente na autonomia administrativa, orçamentária e previdenciária das gestões locais, além de afetar o equilíbrio federativo fixado pela Emenda Constitucional 103/2019, que assegurou a prerrogativa das cidades para legislar sobre seus próprios sistemas previdenciários.

Retrocesso nas regras do serviço público
Ao abrandar os critérios e prever a concessão de integralidade e paridade, a norma amplia os compromissos dos Regimes Próprios de Previdência Social, sem garantir a devida estabilidade financeira e atuarial estipulada pela Constituição. Essas condições estavam extintas no setor público desde janeiro de 2004, de forma que a mudança representa um retrocesso e desfaz os avanços conquistados pelos entes governamentais nos últimos 22 anos para equilibrar suas previdências.

Sustentabilidade fiscal e efeito multiplicador
As novas diretrizes possuem potencial para aprofundar déficits previdenciários e afetar a sustentabilidade financeira dos municípios. Esse cenário tende a se agravar com o passar do tempo, uma vez que diversas outras carreiras públicas podem buscar igualar suas normas de aposentadoria às que foram deferidas no Congresso.

Afronta às diretrizes orçamentárias
O entendimento apresentado ressalta que as mudanças desrespeitam o pacto federativo e descumprem o parágrafo 7º do artigo 167 da Constituição Federal, inserido pela Emenda Constitucional 128/2022. O dispositivo veda expressamente a criação ou o repasse de encargos aos entes da Federação sem a definição prévia de fontes de custeio orçamentário e financeiro. Com informações da Assessoria de Comunicação da Confederação Nacional de Municípios.

Mais notícias

IBGE abre inscrições em processo seletivo para contratar mais 27 mil recenseadores

IBGE abre inscrições em processo seletivo para contratar mais…

Inscrições abertas e remuneração da seleção O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deu início ao processo seletivo voltado à…
Inteligência artificial apoia diagnóstico de doenças de pele no SUS

Inteligência artificial apoia diagnóstico de doenças de pele no…

Tecnologia voltada à triagem e lesões atendidas Uma cooperação estabelecida entre o Ministério da Saúde e o Einstein Hospital Israelita resultou…
Variedades de uvas imunes a fungos inovam produção de vinhos em MG

Variedades de uvas imunes a fungos inovam produção de…

Estudo comprova eficiência de videiras resistentes no campo A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) concluiu a análise técnica…