Prefeitura utiliza 27 toneladas de massa asfáltica para tapar buracos em rodovia que passa atrás do Santos Dumont

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Os motoristas que precisam trafegar pelo trecho da rodovia BR-352 que liga a BR-262 à MG-431 no Bairro Santos Dumont, em Pará de Minas, sofrem com a quantidade de buracos no asfalto. Basta chover que as condições da via ficam precárias, sendo necessário fazer manobras arriscadas para conseguir escapar das crateras.

Além da probabilidade de ter os pneus, suspensões e os amortecedores danificados, os buracos aumentam os perigos de acidentes, tendo em vista que o local é palco constante deles, pois a via é de pista simples, sem acostamento e contém entradas para alguns bairros da região.

O trecho até meados de 2018 era de responsabilidade do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem (DEER). Depois foi devolvido ao Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), por ser uma rodovia federal.


Com isso surgiram os buracos e começou o jogo de empurra-empurra entre os representantes do DEER e DNIT. Um diz que a responsabilidade é do outro e enquanto isso o trecho de 11 quilômetros coloca em risco a segurança dos usuários da vida.

Recentemente ocorreu uma batida frontal entre dois carros na BR-352, atrás do bairro Santos Dumont. resultando na morte de um casal que estava em um Monza e deixando outras duas vítimas feridas que ocupavam o outro carro, para citar apenas um exemplo, do descaso dos órgãos seja estadual ou federal com a pista e com a vida das pessoas.

Depois desse acidente aumentaram as críticas para que a administração municipal cobrasse de quem fosse responsável a realização urgente de uma operação tapa-buracos. O prefeito Elias Diniz (PSD) bem que tentou com um secretário do governo de Minas Gerais e o vice-prefeito José Porfírio de Oliveira Filho (PV) com o diretor regional do DNIT. Mais uma vez as lideranças paraminenses foram “empurradas com a barriga”. O governo de MG diz que é com o DNIT e vice-versa.

Sem saída e mesmo não sendo responsável pela manutenção da BR-352, a prefeitura de Pará de Minas realizou uma operação tapa-buracos emergencial para solucionar o problema:


José Porfírio de Oliveira Filho
asfaltozeze1

O município gastou 27 toneladas de massa asfáltica para tapar buracos em 11 quilômetros da rodovia que corta a área urbana do município. Esse Concreto Betuminoso Usinado Quente (CBUQ), conhecido popularmente como asfalto, gerou um custo aproximado de R$ 150 mil para a prefeitura de Pará de Minas. De acordo com o secretário esse recurso que poderia ter sido utilizado na operação tapa-buraco nas ruas da cidade. Ele também não acredita que o município será ressarcido por este gasto:

José Porfírio de Oliveira Filho
asfaltozeze2

Por ser uma rodovia de competência federal, trecho de 11 quilômetros da BR-352 é administrado pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), mas é conveniado com o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem (DEER). O problema é que nenhum dos dois órgãos quer assumir a responsabilidade pela manutenção. Com isso quem sai no prejuízo é sempre o trabalhador que paga seus impostos em dia.

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