Segurança e longevidade marcam a presença de condutores com mais de 60 anos nas vias mineiras

O cenário das ruas em Minas Gerais reflete o envelhecimento ativo da população. Com a ampliação da expectativa de vida, o estado registra atualmente mais de 1,2 milhão de motoristas na faixa acima dos 60 anos com habilitação regularizada. Desse total, a grande maioria atualizou seu documento nos últimos cinco anos, enquanto um grupo de mais de 13 mil cidadãos demonstrou que nunca é tarde para aprender, conquistando a primeira CNH já na terceira idade. Diante desses números, o Departamento Estadual de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) reforça orientações para conciliar autonomia e proteção.

Capacidade técnica supera o fator idade na condução
Diferente do que muitos acreditam, a legislação brasileira não impõe uma idade máxima para que alguém seja impedido de dirigir. O critério fundamental é a preservação das faculdades físicas e mentais necessárias para uma condução segura. Especialistas em medicina de tráfego apontam, inclusive, que motoristas mais experientes costumam apresentar índices menores de envolvimento em colisões de alta gravidade quando comparados aos condutores mais jovens. O foco, portanto, recai sobre o monitoramento constante da saúde.

Regras de renovação e prazos diferenciados
Para garantir que o condutor permanece apto, o Código de Trânsito Brasileiro estabelece intervalos específicos para os exames de aptidão. Enquanto motoristas com menos de 50 anos renovam o documento a cada década, aqueles que possuem entre 50 e 69 anos devem fazê-lo a cada cinco anos. Ao atingir os 70 anos, a avaliação médica torna-se mais frequente, ocorrendo a cada três anos. É importante destacar que, mesmo para quem possui um histórico impecável e sem multas, a renovação nunca é automática, exigindo sempre a validação do perito médico.

O papel da família e os sinais de alerta no cotidiano
A percepção de quando é o momento de reduzir o ritmo ou abandonar o volante muitas vezes vem de quem está próximo. Dificuldades para ler placas de sinalização, insegurança em trajetos noturnos ou lapsos de atenção durante o percurso são indícios de que a capacidade funcional pode estar comprometida. O Detran-MG ressalta que familiares possuem a responsabilidade legal de zelar pela integridade do idoso, podendo solicitar exames especializados ou avaliações complementares junto ao órgão de trânsito caso notem alterações clínicas preocupantes.

Vulnerabilidade do pedestre e deveres do motorista
A atenção não deve se limitar a quem está atrás do volante. Na condição de pedestre, o idoso enfrenta desafios adicionais devido à natural redução da agilidade e dos sentidos. A orientação é rigorosa: utilizar sempre a faixa de segurança, respeitar o tempo dos semáforos e evitar travessias arriscadas entre carros parados. Por outro lado, o condutor que ignora a presença de um idoso na via comete uma falta gravíssima. Não reduzir a velocidade ao avistar pedestres dessa faixa etária resulta em multa de R$ 293,47 e a perda de sete pontos na carteira, reforçando que a proteção aos mais velhos é uma prioridade coletiva. Com informações da Agência Minas

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