Ofensiva contra o crime no campo apreende 40 toneladas de defensivos agrícolas ilegais em Minas Gerais
O combate ao mercado clandestino de insumos agrícolas ganhou força total em Minas Gerais neste início de 2026. Em uma série de operações estratégicas coordenadas pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), cerca de 40 toneladas de agrotóxicos irregulares foram retiradas de circulação. As ações, que contaram com o apoio de forças de segurança e órgãos federais, visam proteger a saúde pública, o meio ambiente e a integridade da economia agropecuária mineira.
Apenas nas intervenções realizadas em fevereiro, os prejuízos causados aos criminosos já ultrapassam a marca de R$ 7 milhões em mercadorias confiscadas. O foco das autoridades é interromper a cadeia de comercialização de produtos falsificados e contrabandeados que não possuem qualquer garantia de procedência.
Golpe no mercado clandestino em Uberaba
No dia 9 de fevereiro, uma força-tarefa composta pelo IMA, Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e Receita Federal realizou uma das maiores apreensões do ano no Triângulo Mineiro. Três estabelecimentos em Uberaba foram alvo da fiscalização, resultando no confisco de aproximadamente 21 toneladas de materiais ilícitos.
A carga, avaliada em mais de R$ 4,1 milhões, estava armazenada de maneira precária e irregular. Segundo Deise Macêdo, coordenadora regional do IMA, a retirada desses itens evita danos severos, uma vez que muitos produtos estavam adulterados, oferecendo riscos diretos a animais, seres humanos e ao solo agrícola.
Desarticulação de esquema ilícito no Sul de Minas
A fiscalização também foi intensa em Boa Esperança, no Sul do estado, entre os dias 3 e 4 de fevereiro. Uma operação conjunta entre o IMA, o Mapa e a Polícia Civil desmantelou um esquema de importação e manipulação ilegal de insumos. No local, foram encontradas 17,5 toneladas de substâncias sem qualquer registro oficial ou nota fiscal, prontas para serem vendidas em embalagens improvisadas.
O valor estimado dessa apreensão supera R$ 3,2 milhões. Leonardo do Carmo, gerente de defesa sanitária vegetal do IMA, alertou que a manipulação fora do controle oficial anula as garantias de eficácia do produto e gera concorrência desleal, prejudicando os produtores que atuam dentro da legalidade. Durante a ação, as autoridades identificaram até rótulos em línguas estrangeiras com traduções falsas, uma tática usada para burlar a fiscalização de importação.
Laboratórios clandestinos na mira das autoridades
O esforço de fiscalização começou logo em meados de janeiro, quando o IMA, em parceria com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, fechou um laboratório clandestino em Patos de Minas. No local, ocorria o fracionamento e a falsificação de produtos com a adição de substâncias proibidas pela legislação vigente. Nessa ação específica, mais de 500 kg de materiais foram apreendidos sob a coordenação regional de Sirley Crispim.
As autoridades reforçam que o controle rigoroso sobre a venda e o descarte de embalagens é fundamental para garantir que o alimento que chega à mesa do brasileiro seja seguro desde a sua origem. Com informações da Agência Minas
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