Prefeitura de Pará de Minas confirma volta ás aulas e suspende transporte de pacientes por falta de combustível

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Os efeitos posteriores a paralisação dos caminhoneiros continuam causando transtornos para a população do município de Pará de Minas. Em comunicado feito neste domingo, 3 de junho, a prefeitura confirma volta das aulas e que transporte de pacientes para tratamento seguem suspensos nesta segunda (4).

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Na nota, a Prefeitura de Pará de Minas, por meio da Secretaria Municipal de Educação, informa que nesta segunda-feira (4) haverá aulas normalmente em toda a rede municipal de ensino. As creches, centros municipais de educação infantil e escolas municipais, da zona urbana e rural funcionarão normalmente.

Por outro lado a nota é desanimadora para muitas pessoas que precisam se submeter a tratamento de saúde e dependem dos veículos da Secretaria Municipal de Saúde.

No comunicado a prefeitura informa que não foi possível abastecer toda a frota da Secretaria Municipal de Saúde. Por esta razão, o transporte de pacientes programado para está segunda-feira (4) está suspenso. Os veículos abastecidos serão priorizados para o transporte de pacientes que necessitam de hemodiálise e para o atendimento dos casos de urgência e emergência.

Diz também que com o objetivo de definir as ações da administração municipal para os próximos dias, o prefeito Elias Diniz se reunirá com sua equipe de governo nesta segunda-feira (4), conforme informou a Assessoria de Comunicação Institucional da Prefeitura de Pará de Minas.

Transtornos provocados pela paralisação dos caminhoneiros em Pará de Minas
Em uma breve retrospectiva sobre o quanto os serviços públicos foram prejudicados em razão da ação reivindicatória dos caminhoneiros, na segunda, 28 de maio, o prefeito Elias Diniz (PSD) afirmou que o movimento era justo e que os serviços essenciais não haviam sido prejudicados e estavam garantidos no município até quarta (30).

Mas a situação se agravou e esta previsão do prefeito não se confirmou. Menos de 24 horas depois, na terça (29), o secretário municipal de Cultura, Comunicação Institucional, Esportes, Lazer e Turismo, que também acumula a pasta da Saúde, Paulo Duarte, confirmou que o prefeito havia decretado ponto facultativo na quarta (30) devido aos problemas causados pela paralisação dos caminhoneiros, como o desabastecimento de combustível que atingiu a frota municipal.

Na quarta-feira (30) o prefeito Elias Diniz declarou que até o fim daquela tarde o município de Pará de Minas receberia 300 mil litros de combustíveis, que seria suficiente para abastecer a frota de 57 mil veículos licenciada na cidade por 10 dias. Disse também que os caminhões que transportariam os combustíveis e também gás de cozinha seriam escoltados por equipes da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Acrescentou que em razão do desabastecimento havia decretado Estado de Emergência em Pará de Minas para facilitar as ações administrativas para superar a crise.

De fato a partir de quarta (30) os caminhões de combustíveis começaram a abastecer os postos de Pará de Minas. Porém, até este domingo, 3 de junho, as filas continuavam nos postos que tinham combustíveis para ofertar aos consumidores.

Com o intuito de atender o maior número possível de pessoas necessitadas de abastecer seus veículos, o PROCON Municipal também notificou os postos de combustíveis na quarta (30) informando que o abastecimento dos carros seria limitado a R$ 100,00 por veículo e de motos R$ 30,00. Também proibiu a venda em galões ou vasilhames que não são certificados pelo INMETRO para transportar combustíveis.

A redação do Portal GRNEWS recebeu mensagens de leitores argumentando que esse limite de valor máximo por veículo teve sua finalidade na quarta (30) e na quinta (31), mas depois perdeu o sentido. Isso por que muitas pessoas que não conseguiam encher o tanque dos seus veículos voltavam para as filas que não acabam nunca. Também recebemos informações de pessoas afirmando que conseguiram, com jeitinho, encher o tanque dos seus carros apesar da limitação de abastecimento. Outros também disseram que conseguiram comprar combustíveis em galões e vasilhames sem certificação do INMETRO, apesar da proibição. Nota-se que em constatando a veracidade das declarações dos leitores, a notificação foi feita, mas faltou fiscalização por parte do PROCON Municipal para fazer cumprir as determinações.

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