Auriculoterapia gratuita amplia opções de cuidado em Pará de Minas

Prática integrativa é oferecida em diferentes regiões do município e pode ser acessada sem agendamento em diversos pontos da rede pública

Cuidado complementar disponível na rede pública
Moradores de Pará de Minas podem utilizar gratuitamente a auriculoterapia em diferentes pontos do município. A prática, baseada em conhecimentos da Medicina Tradicional Chinesa, utiliza estímulos em regiões específicas da orelha com o objetivo de auxiliar no manejo de sintomas físicos e emocionais.

O atendimento é disponibilizado pela Secretaria Municipal de Saúde como parte das práticas integrativas e complementares oferecidas pela rede pública. Dessa forma, a população encontra mais uma possibilidade de cuidado dentro do próprio sistema municipal, sem cobrança pelo serviço.

A técnica utiliza pequenos estímulos em pontos do pavilhão auricular. Segundo a auriculoterapeuta da Secretaria Municipal de Saúde, Mônica Hanke, podem ser utilizadas sementes, cristais ou esferas metálicas para estimular os pontos selecionados conforme a necessidade apresentada por cada paciente.

“Quando eu ativo o ponto certo de acordo com a queixa do paciente, eu consigo controlar vários sintomas”, explica Mônica.

Entre as situações mencionadas pela profissional estão ansiedade, insônia, medos, angústias, enxaqueca e dores em regiões como lombar, joelho, ombro e coluna. Ela também destaca que a procura relacionada à ansiedade é frequente entre os usuários atendidos.

Divulgação/Prefeitura de Pará de Minas

Resultados percebidos pelos pacientes
Mônica ressalta que a resposta à auriculoterapia varia entre as pessoas e que um dos aspectos observados pela equipe são os relatos apresentados pelos pacientes ao retornarem para novas sessões.

“É o paciente voltar trazendo um resultado positivo”, afirma a profissional, acrescentando que as mudanças relatadas podem ser pequenas ou mais significativas.

Entre os exemplos citados estão melhora do sono, redução da dor, diminuição da ansiedade e mudanças relacionadas à alimentação e à compulsão. Para Mônica, esses retornos ajudam a demonstrar como os pacientes percebem os efeitos do atendimento.

“A gente ouve relato dos resultados. O que é mais importante que eu penso é isso”, destaca.

A profissional também afirma que, além dos fundamentos da Medicina Tradicional Chinesa, existem estudos e recursos de imagem utilizados para observar respostas relacionadas aos pontos estimulados. Segundo ela, exames realizados antes e depois do procedimento podem demonstrar alterações na região correspondente ao ponto trabalhado.

Mônica reforça, entretanto, a importância de considerar a auriculoterapia dentro do conjunto de cuidados em saúde. A prática é complementar e não substitui acompanhamento médico ou outros tratamentos indicados pelos profissionais responsáveis pelo atendimento de cada paciente.

Divulgação/Prefeitura de Pará de Minas

Atendimento ocorre por livre demanda
Uma das características destacadas pela Secretaria Municipal de Saúde é a possibilidade de acesso por livre demanda em diferentes locais. Conforme explica Mônica, o usuário não precisa necessariamente realizar agendamento prévio.

“A auriculoterapia é livre demanda. O paciente não precisa marcar, não precisa agendar”, afirma.

Em algumas unidades, o atendimento está associado aos grupos da EMULT, equipe multidisciplinar, e do EMAB. Nesses casos, a auriculoterapia é oferecida aos participantes das atividades.

Há também locais em que o usuário pode procurar diretamente o serviço. Mônica cita como exemplos a UBS Padre Libério, a UBS Dom Bosco e o Ambulatório de Fisioterapia. Nessas unidades, a pessoa aguarda o atendimento, geralmente por um período curto, conforme a demanda do momento.

A profissional explica ainda que o serviço não é realizado exclusivamente por ela. Outra auriculoterapeuta também atua na rede municipal, permitindo o revezamento das profissionais e a ampliação do número de pessoas atendidas.

“Não sou só eu que ofereço, tem uma outra auriculoterapeuta também que atua no município, e a gente vai revezando e atendendo o máximo de pessoas possíveis”, relata.

Divulgação/Prefeitura de Pará de Minas

Morador conta que percebeu melhora
Afonso Pereira está entre os moradores que utilizam a auriculoterapia. Segundo seu relato, ele começou o acompanhamento há alguns meses e percebeu uma mudança significativa em relação a uma dor de cabeça que enfrentava.

Ao falar sobre o período anterior ao tratamento, Afonso descreve a intensidade do incômodo. “Eu tinha uma dor na cabeça impossível”, relata.

Depois de iniciar as sessões, ele afirma que a situação melhorou. Questionado sobre a relação entre a auriculoterapia e a melhora percebida, confirmou que a mudança ocorreu depois que começou o tratamento.

“Graças a Deus eu melhorei bastante. Hoje, graças a Deus, não tô sentindo nada”, afirma.

O morador também informa que continua realizando a auriculoterapia e acompanhando a evolução de sua condição.

Divulgação/Prefeitura de Pará de Minas

Onde encontrar o atendimento
Para saber como funciona o atendimento e verificar a disponibilidade da auriculoterapia, os moradores devem procurar a Unidade Básica de Saúde de referência. A equipe da unidade poderá orientar sobre os procedimentos necessários para acesso ao serviço.

O atendimento gratuito é realizado de forma quinzenal em diferentes regiões de Pará de Minas. Os locais, dias e horários informados pela Secretaria Municipal de Saúde são os seguintes:

Região Norte
Segunda-feira: UBS Walter Martins, das 14h às 18h.

Terça-feira: Quadra Dona Olga, das 8h às 9h20, e UBS Baixo Santos Dumont, das 9h40 às 12h30.

Quarta-feira: UBS Padre Libério, das 13h30 às 16h.

Quinta-feira: UBS Ascensão, das 7h30 às 12h.

Região Sul
Segunda-feira: Salão da Igreja Nossa Senhora das Graças, das 7h20 às 11h, e UBS Dom Bosco, das 13h30 às 16h.

Terça-feira: UBS Nossa Senhora das Graças, das 7h30 às 11h30.

Quarta-feira: Ambulatório de Fisioterapia/ASSODIPAM, das 13h30 às 16h.

Sexta-feira: Ambulatório de Fisioterapia/ASSODIPAM, das 7h às 12h30.

Região Leste
Segunda-feira: UBS Vila Ferreira, das 7h30 às 11h30.

Terça-feira: UBS Recanto, das 7h30 às 11h30.

Quarta-feira: UBS Tavares, das 7h30 às 10h, e UBS João Paulo, das 7h30 às 11h30.

Quinta-feira: Praça da Igreja Nossa Senhora da Conceição, das 9h às 9h50; Quadra Vilense, das 10h às 11h; e UBS Providência, das 16h30 às 18h30.

Região Oeste
Segunda-feira: UBS Nossa Senhora de Fátima, das 9h40 às 12h30, e Praça do JK, em frente à creche, das 8h30 às 11h30.

Quarta-feira: Casa da Igreja Santa Rita, das 8h às 10h30.

Quinta-feira: UBS Paraíso/Grão Pará, das 7h30 às 11h30; Lagoa do Ajax, das 7h30 às 8h30; e UBS São Pedro, das 9h às 12h30.

A disponibilidade em diferentes regiões permite que o usuário procure o ponto mais próximo de sua área de referência. A orientação é buscar previamente a UBS para confirmar como funciona o acesso ao serviço no local.

Para Mônica Hanke, além da técnica utilizada no procedimento, o acompanhamento dos pacientes e os relatos apresentados ao longo das sessões são elementos importantes na avaliação da experiência de quem procura a auriculoterapia.

“O mais importante que eu penso é o resultado que o paciente traz pra gente”, resume a profissional.

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