GRNEWS TV: Raiva animal, Febre Maculosa e Esporotricose colocam prevenção no centro da atenção

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, o médico-veterinário Oscar Leitão, Referência Técnica do Centro de Controle de Zoonoses São Francisco de Assis (CCZ), destacou a importância da prevenção de doenças que podem afetar animais e pessoas.

Na área rural de Pará de Minas, a campanha antirrábica imunizou 3.614 animais, 725 a mais que em 2025. Para Oscar, a vacinação continua indispensável porque a raiva permanece presente na natureza, inclusive com participação de morcegos e outros animais silvestres na circulação do vírus. A doença apresenta letalidade próxima de 100%, tornando a prevenção fundamental mesmo diante da baixa ocorrência de casos.

Vacinação urbana começa nas UBSs
Na área urbana, cães e gatos a partir de três meses poderão receber a vacina, inclusive fêmeas gestantes ou lactantes. O atendimento ocorrerá no próximo sábado (26), das 8h às 16h, nas UBSs que possuem câmara fria em funcionamento, estrutura necessária para manter a conservação adequada do imunizante. A exceção é a UBS São Paulo, cujos moradores deverão procurar as unidades Padre Libério, Seringueiras ou Walter Martins.

Em situações de mordida, arranhadura ou contato de risco com animais, a orientação é buscar atendimento e comunicar a possível exposição, inclusive quando o animal é conhecido.

Febre maculosa e esporotricose também exigem atenção
Em 2026, Pará de Minas registrou 10 casos suspeitos de febre maculosa, sem confirmação até o momento. A doença está relacionada à exposição a carrapatos, principalmente em áreas rurais, de mata e pastagens. Febre, dor de cabeça intensa, dores no corpo e mal-estar devem motivar avaliação médica após possível contato.

Oscar também chamou atenção para a esporotricose, especialmente em gatos. Feridas persistentes, lesões que não cicatrizam e o chamado “nariz de palhaço” são sinais que exigem avaliação. O CCZ pode analisar os casos suspeitos e encaminhar amostras para exames por meio de parceria com a UFMG. Como o tratamento pode ser prolongado, abandonar o animal não é solução. Manter gatos dentro de casa também ajuda a reduzir a transmissão.

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