GRNEWS TV: Exercício e autonomia ajudam idosos a viver melhor, mas treinos precisam respeitar a realidade de cada pessoa

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Milton Pajé, Educador Físico e Pesquisador, comentou que quando o assunto é atividade física na terceira idade, especialistas alertam que não existe fórmula pronta. Cada pessoa possui uma história, uma condição física e necessidades específicas, fatores que devem ser considerados antes da elaboração de qualquer programa de exercícios.

Segundo o profissional de Educação Física Milton Pajé, o primeiro passo para um treinamento seguro é conhecer o indivíduo e entender sua rotina, seus hábitos e suas limitações. A partir dessa avaliação, é possível definir estratégias que realmente façam sentido para cada caso, aumentando as chances de adesão e reduzindo riscos.

Sedentarismo não deve ser encarado como destino
Muitas pessoas passam décadas sem praticar exercícios e acreditam que já é tarde para começar. No entanto, especialistas garantem que os benefícios da atividade física podem surgir em qualquer fase da vida.

A recomendação é iniciar de forma gradual, respeitando os limites do corpo e buscando atividades que proporcionem prazer. A regularidade é considerada mais importante do que a intensidade, especialmente para quem está retomando o movimento após anos de sedentarismo.

Excesso de proteção também preocupa
Outro ponto abordado durante a entrevista foi o comportamento de familiares que, por preocupação, acabam impedindo os idosos de realizarem tarefas simples do dia a dia.

Embora alguns casos exijam cuidados especiais, especialistas afirmam que a autonomia deve ser preservada sempre que possível. Carregar pequenas compras, organizar a casa ou realizar atividades rotineiras contribui para manter a força muscular, a coordenação e a autoestima.

A perda da independência, segundo os profissionais, pode acelerar o processo de fragilidade física e emocional, reduzindo a disposição para se manter ativo.

Hábitos saudáveis fazem diferença
A forma como cada pessoa envelhece também está diretamente ligada aos hábitos construídos ao longo da vida. Alimentação equilibrada, prática regular de exercícios e abandono de comportamentos prejudiciais, como o tabagismo, influenciam significativamente a qualidade de vida na velhice.

O alerta ganha ainda mais importância diante dos dados da Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico, que apontam crescimento expressivo nos registros de quedas entre idosos nos últimos anos. Além das fraturas, acidentes podem desencadear perda de mobilidade, internações prolongadas e comprometimento da autonomia.

Por isso, especialistas defendem que a prevenção deve começar o quanto antes, com informação, movimento e cuidados contínuos com a saúde física e mental.

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