Médica obstetra do HNSC alerta sobre aumento de sífilis gestacional e os riscos para o bebê

O alerta da médica obstetra Lorena Lima, do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) em Pará de Minas, destaca o aumento no diagnóstico de sífilis gestacional, uma infecção sexualmente transmissível (IST).

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A especialista observa que, fora do período de gravidez, a população não costuma fazer exames de rotina com frequência para detectar a doença. No entanto, durante a gestação, a realização das sorologias é obrigatória e feita de maneira sistemática nos três trimestres, o que acaba facilitando a identificação dos casos:

Lorena Lima
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Assessoria de Comunicação do HNSC/Divulgação

Falha no tratamento e os riscos para o recém-nascido
A sífilis é uma infecção perigosa para a gestante, pois pode causar malformações fetais graves. Assim que é diagnosticada, a doença deve ser tratada imediatamente. O tratamento para gestantes consiste na aplicação de três doses de antibiótico, com um intervalo de sete dias entre cada dose. A falha no tratamento ocorre quando a paciente não recebe todas as doses, ou não as toma nas datas corretas, ou ainda quando o parceiro não realiza o tratamento adequado.

A preocupação é que essa falha acarreta infecções no recém-nascido. A médica relata que, devido a essa falha no tratamento, a mãe recebe alta, mas o bebê precisa permanecer internado para receber o tratamento com antibiótico intravenoso:

Lorena Lima
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Uma doença silenciosa e a importância da prevenção
Em muitos casos, a sífilis pode ser uma doença silenciosa. Ela possui três fases. A primeira é caracterizada por uma úlcera, enquanto a segunda pode ser totalmente assintomática ou apresentar lesões na pele. A fase mais grave é a terceira, que resulta em sequelas neurológicas, sem possibilidade de cura.

Diante disso, a prevenção é fundamental. A médica ressalta a importância do uso de preservativos nas relações sexuais, embora alerte que eles não oferecem proteção total, pois podem ser eficazes em apenas 70% dos casos. A especialista compara a vida sexual a uma árvore, na qual as relações podem se multiplicar, expondo as pessoas ao risco de infecção:

Lorena Lima
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A responsabilidade é compartilhada
Quando questionada se o aumento dos casos reflete uma negligência das mulheres com a própria saúde, a médica explica que a relação sexual é uma via de mão dupla e o cuidado não é responsabilidade exclusiva da mulher. Ela conclui que a falta de cuidado com a saúde sexual é uma questão que envolve ambos os parceiros.

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