GRNEWS TV: Perseguição e ameaças até via Pix lideram casos de violência contra mulheres em Pará de Minas
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, a delegada Ana Cristina de Oliveira Bicalho Leão e a escrivã Nathanny Sena, apresentaram dados preocupantes e falaram sobre a atuação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) na 3ª Delegacia Regional de Segurança Pública da Polícia Civil, sediada em Pará de Minas.
Agressões nem sempre deixam marcas no corpo
A violência contra a mulher vai muito além da agressão física. Em Pará de Minas, os registros mais frequentes envolvem ameaças, perseguição e danos emocionais. Muitos agressores não chegam a agredir com socos ou chutes, mas passam a seguir a vítima, aparecem repetidamente no trabalho, em bares ou em locais que ela costuma frequentar. O objetivo é intimidar e impedir que a mulher siga a própria rotina.
Segundo a polícia, boa parte das ocorrências está relacionada a importunação constante após o fim do relacionamento. O agressor não aceita a separação e insiste em manter contato, criando um ambiente de medo e instabilidade.
Humilhação também é violência
Especialistas alertam que violência psicológica, patrimonial e sexual também são crimes. Xingamentos repetitivos, acusações sem provas, exposição vexatória e controle excessivo configuram abuso. Muitas vítimas demoram a procurar ajuda porque acreditam que só há violência quando existe espancamento.
Campanhas educativas, inclusive em datas comemorativas e durante eventos como o Carnaval, têm reforçado que nenhuma mulher é obrigada a suportar humilhação ou submissão. A orientação é buscar a delegacia e solicitar medida protetiva sempre que houver ameaça ou perseguição.
Provas ajudam na investigação
Autoridades recomendam guardar mensagens, registros de ligações, prints de redes sociais e até comprovantes de transferências via Pix que possam demonstrar coação ou controle financeiro. Esses elementos fortalecem o inquérito policial.
Mesmo quando a violência ocorre apenas no âmbito do casal, qualquer testemunha, conversa gravada ou documento pode servir como prova. A denúncia é essencial para interromper o ciclo de abuso e garantir que a vítima recupere a tranquilidade e o direito de viver sem medo.
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