GRNEWS TV: Crises de saúde mental exigem respeito e preparo das forças de segurança e resgate durante os atendimentos
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Cristiano Paulino, instrutor e socorrista, Lucas Costa Rodrigues, comandante da Guarda Civil Municipal e Leandro Morato, cabo do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, falaram sobre a capacitação que lança novo olhar para abordagens à pessoas em situações de crises de saúde mental.
Socorristas relatam o peso emocional de lidar com situações limite
Profissionais que atuam em atendimentos de emergência convivem diariamente com momentos extremamente delicados da vida das pessoas. Muitas vezes, eles chegam justamente no instante mais difícil, quando alguém está em sofrimento profundo. Essa realidade também impacta quem presta socorro, já que os agentes são seres humanos e não ficam imunes à carga emocional dessas ocorrências.
Por isso, especialistas destacam a importância de que os próprios profissionais fiquem atentos aos colegas de trabalho. Em diversas situações, quem precisa de acolhimento e apoio psicológico também pode ser o socorrista, que carrega experiências intensas ao longo da rotina.
Estigma e julgamentos podem agravar a situação
Outro ponto que preocupa as equipes de atendimento é o comportamento de algumas pessoas durante ocorrências envolvendo crises de saúde mental. Ainda é comum que pacientes sejam rotulados de forma preconceituosa, com termos ultrapassados e estigmatizantes.
De acordo com profissionais da área, esse tipo de atitude pode piorar ainda mais o cenário, pois a pessoa em crise precisa de acolhimento e respeito. Uma palavra inadequada ou um julgamento precipitado pode comprometer todo o vínculo que está sendo construído entre o paciente e a equipe de socorro.
Exposição nas redes sociais também preocupa
Situações recentes mostram outro desafio: a exposição de pessoas em sofrimento nas redes sociais. Em um caso ocorrido na região, uma crise de saúde mental foi transmitida ao vivo pela internet enquanto equipes de resgate trabalhavam para preservar a vida do paciente.
Além de atrapalhar a condução da ocorrência, esse tipo de atitude gera ainda mais sofrimento para familiares que acompanham a situação. Profissionais reforçam que transformar um momento delicado em espetáculo nas redes sociais demonstra falta de empatia.
Treinamento ajuda a reduzir riscos durante as abordagens
Em cidades como Pará de Minas, agentes de segurança pública relatam aumento das ocorrências relacionadas à saúde mental. Por isso, capacitações específicas têm sido fundamentais para orientar a abordagem inicial.
De acordo com os guardas municipais, a forma como o primeiro contato é feito pode determinar todo o andamento da ocorrência. Uma abordagem calma e respeitosa tende a diminuir tensões, reduzir riscos e facilitar o encaminhamento do paciente para atendimento especializado, seja em hospitais ou centros de atenção psicossocial.
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