Poupança registra melhor resultado em cinco anos e incertezas fez o brasileiro guardar dinheiro, diz economista

GRNEWS nas Redes Sociais Facebook Twitter YouTubeWhatsApp WhatsApp

Guardar dinheiro nunca foi tarefa fácil para o cidadão brasileiro. Os economistas sempre recomendam tirar da receita mensal um determinado percentual e aplicar na poupança para investimentos futuros ou para garantir alguma eventualidade.

A maioria da população entende que o conselho é válido, porém, não encontram uma maneira de segui-lo. Argumentam que o salário quase não dá para cobrir as despesas mensais. Neste ponto, os economistas retrucam dizendo que é preciso fazer um planejamento para que sobre um pouco de dinheiro a cada mês.

No início do ano a situação ainda é pior com tantos impostos e contas obrigatórios para pagar. Tanto que uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) acaba de ser divulgada e confirma que apenas 9% dos brasileiros dizem que têm condições de pagar as despesas sazonais do início do ano com o próprio salário.

O levantamento considera despesas como o pagamento dos impostos Predial e Territorial Urbano (IPTU) e sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e do material escolar. Não cita outros gastos obrigatórios como Taxa de Licenciamento Veicular (TLV), Seguro Obrigatório (DPVAT), matrícula escolar, sem falar nas contas de água, energia, telefone e tantas outras.

Mas como dizem o brasileiro sempre dá um jeitinho. A boa notícia é que apesar da crise financeira e de tanta incerteza nos cenários político e econômico ao longo de 2018, a caderneta de poupança registrou o melhor resultado desde 2013, conforme relatório do Banco Central divulgado na segunda-feira, 7 de janeiro de 2019. O Documento mostra que os depósitos superaram os saques em R$ 38,2 bilhões no ano passado. Foram depositados R$ 2,25 trilhões e sacados R$ 2,21 trilhões.

Analisando estes dados o economista e ex-presidente da Associação Empresarial de Pará de Minas (ASCIPAM) Eduardo de Almeida Leite afirma que o cenário de incertezas pode ter contribuído para que os brasileiros guardassem mais dinheiro.

Para ele o medo decorrente da crise econômica faz com que o cidadão deixe de investir e passasse a guardar dinheiro. A questão é cíclica e pode mudar com a retomada do crescimento econômico no país:


Eduardo de Almeida Leite
eduardoleitepoupanca1

Os brasileiros tem o hábito de aplicar o dinheiro na caderneta de poupança, que é o investimento mais popular no Brasil. Mas aos poucos estão buscando outras alternativas do mercado financeiro para investir o dinheiro:

Eduardo de Almeida Leite
eduardoleitepoupanca2

Outro fator que contribui para a popularização dos investimentos na caderneta de poupança é a facilidade de abrir uma conta e aplicar o dinheiro quando quiser. Já outros tipos de investimentos são mais complexos:

Eduardo de Almeida Leite
eduardoleitepoupanca3

A mesma pesquisa Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) apontando que apenas 9% dos brasileiros conseguem pagar as contas de início de ano com o próprio salário, traz outros dados.

O levantamento também mostra que 11% dos entrevistados não fizeram planejamento financeiro para pagar tais compromissos neste início de ano. Foram entrevistadas 804 pessoas de ambos os sexos e acima de 18 anos, de todas as classes sociais, em todas as regiões brasileiras. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%.

Portal GRNEWS © Todos os direitos reservados.

PUBLICIDADE
Don`t copy text!