Cemitério de Pará de Minas está superlotado e prefeito sugere que corpos sejam sepultados nos distritos até concluir licitação

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Um dos maiores desafios para os gestores que assumiram a prefeitura de Pará de Minas nos últimos anos é viabilizar a construção de um novo cemitério. O município tem quase 100 mil habitantes e o Cemitério Santo Antônio, o único da cidade e administrado pela prefeitura, está com sua capacidade de sepultamento praticamente esgotada.

A proposta é construir um novo no modelo cemitério parque, sem as estruturas de túmulos à vista. Neste projeto todo o terreno é gramado e as lápides colocadas sob a grama identificam onde estão os túmulos.

A construção desse tipo de cemitério é rápida. Basta construir a sede administrativa, murar, disponibilizar alguns túmulos iniciais e gramar parte do terreno para que o cemitério possa entrar em operação.

O problema é que a prefeitura pretende repassar a administração do novo cemitério para a iniciativa privada. Porém, as propostas feitas em tentativas anteriores de licitar a obra não agradaram aos empresários. Muitos disseram á época que o modelo era inviável economicamente nos moldes determinados pelo município.

O ex-prefeito Antônio Júlio de Faria (MDB) adquiriu um terreno no bairro Nossa Senhora de Fátima, perto do Cemitério Santo Antônio, para tentar viabilizar a obra, mas não teve êxito. O modelo de licitação não atraiu os interessados e o projeto não saiu do papel.

Além disso foi impetrada uma ação judicial relativa ao terreno que foi discutida pela administração do prefeito Elias Diniz (PSD) e parece que foi superada. Mas a licitação ainda segue indefinida.

Tanto que o prefeito pretende enviar projeto para a Câmara Municipal solicitando autorização para contratar uma empresa especializada para realizar um estudo sobre o novo cemitério e também a possibilidade de ter duas funerárias em Pará de Minas. Também pretende discutir o assunto durante audiência pública:


Elias Diniz
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Enquanto as questões burocráticas não se resolvem a capacidade de sepultamento no Cemitério Santo Antônio continua cada vez mais restrita. Tanto que esta semana amigos e familiares de um cidadão foram surpreendidos ao saírem do Velório Municipal com o corpo. Como de hábito eles pensaram que o cortejo simplesmente atravessaria a rua para entrar no cemitério. Porém, tiveram que dar a volta em toda área e só entraram com o corpo por um portão secundário existente do lado oposto ao Velório Municipal, devido a falta de espaço em outros locais. A situação está relatada circula pelos canais das mídias sociais, citando ainda que isso ocorreu porque as vias existentes dentro do cemitério estão sendo extintas para a construção de novos túmulos e não teria como o cortejo passar por elas para chegar ao local destinado ao sepultamento.

Sobre esta superlotação, o prefeito Elias Diniz argumenta que a equipe da prefeitura que trabalha no Cemitério Santo Antônio desenvolveu muitas ações de logística interna para ampliar a capacidade de sepultamentos. Ele também sugere que a população utilize os cemitérios dos distritos para sepultar seus entes queridos:

Elias Diniz
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O prefeito Elias Diniz disse também que construir um novo cemitério em Pará de Minas é uma das prioridades de sua administração. Cita que um dos entraves é a questão ambiental devido a complexidade do processo para obter a licença que autorize a construção de um cemitério. Mas argumenta que essa fase já foi superada e o processo deve avançar em breve. Porém, ainda não há uma data prevista para concluir a licitação da obra do novo cemitério. Deve ser divulgado em breve o novo modelo que o município pretende adotar.

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