Brasil conquista prêmio da ONU sobre combate à malária em época de pandemia

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Dois projetos brasileiros de combate à malária durante a crise global do novo coronavírus receberam o prêmio “Campeões contra a Malária nas Américas”, concedido por duas agências da ONU.

As iniciativas dos municípios de Atalaia do Norte, no Amazonas, e Oeiras, no estado do Pará, foram escolhidas ao lado de outros projetos da Colômbia, do Haiti, e de Honduras.

Indígenas
Os prêmios foram entregues no Dia de Combate à Malária nas Américas pela Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, e pela Organização Mundial da Saúde, OMS. A Fundação das Nações Unidas e outros parceiros da ONU também apoiaram a distinção.

A escolha foi feita com base em vídeos dos projetos apresentados no fórum “Zerar a malária começa comigo: combata a Covid-19, proteja os trabalhadores de saúde e acabe com a malária.”

O projeto de Atalaia do Norte, no Amazonas, mostra a participação da comunidade na vigilância e controle do vetor, além de ajudar a detectar a infecção e a buscar o tratamento com a população indígena.

Já a iniciativa de Oeira do Pará ajudou a cortar o fardo da malária em 11 mil casos de 2018 para menos de 1 mil casos este ano. Com isto, o município pulou do 27 lugar na lista de novas infecções para o terceiro.

Parasitas
Um dos diretores da Opas, Jarbas Barbosa, disse que apesar de tempos sem paralelo, por causa da pandemia, o apoio da agência para combater a malária permanece mais forte que nunca.

A doença, que pode ser letal, é causada por parasitas transmitidos às pessoas pela picada de mosquitos infectados. Quase metade da população mundial corre risco de contágio especialmente os que vivem em países de baixa renda. Nas Américas, 132 milhões de pessoas moram em áreas de risco de malária.

Apesar de avanços, nos últimos anos as Américas vivenciaram um aumento no número de casos de malária e de mortes. Argentina, El Salvador e Paraguai relataram progresso no combate à infecção entre 2005 e 2014.

Mas a partir de 2015, o aumento de 69% nos casos e de 11% nos óbitos pôs a região em alerta. Os especialistas da OMS afirmam desconhecer ainda que efeitos a pandemia terá sobre o combate à malária. Com Agência Brasil

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