Veja orientações para atendimento em pet shops e clínicas veterinárias

GRNEWS nas Redes Sociais Facebook Twitter YouTubeWhatsApp WhatsApp

Diante da pandemia do coronavírus, diversos segmentos da economia sofreram o impacto provocado pela retração do consumo e do fluxo de pessoas nas cidades. Mesmo os setores considerados como serviços essenciais e que mantiveram as portas abertas, registraram perda de receita e tiveram de se adaptar à nova realidade. Pet shops e clínicas veterinárias são exemplos dessas atividades, que tiveram que repensar todo o seu funcionamento para atender os usuários durante a crise.

Com objetivo de auxiliar os pequenos negócios nessa nova caminhada, o Sebrae construiu o protocolo com uma série de orientações para os pet shops e clínicas darem continuidade às suas operações, mantendo a saúde e a segurança dos colaboradores e clientes. As recomendações reúnem instruções de órgãos nacionais e internacionais, tais como Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde, Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Academia Brasileira de Medicina Veterinária Intensiva (BVECCS) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os documentos setoriais elaborados pelo Sebrae em parceria com as entidades representativas desses segmentos econômicos contemplam 47 atividades, que correspondem a 75% dos pequenos negócios do Brasil.

A primeira recomendação é para que todos os comerciantes estejam atentos aos decretos federais, estaduais e municipais. Cada região do país está sendo regida por regras, baseadas nas informações de contágio específicas, controladas pelas secretarias de saúde. Por isso atenção deve ser diária e redobrada. Uso de máscaras e álcool em gel disponível para colaboradores e clientes é uma condição fundamental. Em relação ao ambiente do pet shop algumas modificações devem ser implantadas, a fim de reduzir a chance de contágio. O empresário deve criar uma rede de contatos com os clientes para que sejam agendados os atendimentos com hora marcada. Limite a quantidade de um tutor para cada animal atendido. Oriente os clientes que os animais não possuem chance de contágio do coronavírus. Reforce o serviço de delivery para entrega de rações, medicamentos e demais produtos.

A entrada do pet shop deve dispor de álcool em gel à vista para que os clientes higienizem as mãos. Se mesmo com atendimentos agendados e serviço de delivery houver a formação de filas, a orientação é que seja mantida a distância de pelo menos 1.5m entre cada cliente. É importante que um colaborador seja designado a ficar na entrada da loja verificando a temperatura de todos os clientes. Os balcões de atendimento podem ser isolados com uma faixa de sinalização, respeitando a medida de distanciamento. Uma outra alternativa é instalar estruturas de vidro ou acrílico para reduzir o contato. A medida também deve ser implantada nos caixas. As maquininhas de cartão, por sua vez, devem ser isoladas com papel filme e higienizadas com álcool entre um cliente e outro. Mantenha a ventilação natural do ambiente, com as janelas sempre abertas.

Em relação aos colaboradores de pet shops é importante que sejam orientados a não trabalharem com a mesma roupa com que se deslocam até o trabalho. Um espaço para que eles troquem de vestimenta e guardem seus pertences é fundamental. Estabeleça uma comunicação eficiente com os colaboradores, para que aqueles que tenham qualquer sintoma sejam orientados a procurarem ajuda médica. Estude a possibilidade de reduzir o número de funcionários no ambiente. Se possível dê férias ou faça escalas de trabalho, para promover o revezamento. Banheiros, áreas de espera em clínicas e pets, veículos e acessórios de transporte animal devem ser limpos de hora em hora e de acordo com seu uso.

Atendimento
As clínicas veterinárias devem reformular os procedimentos de atendimento. A preferência é que sejam feitas somente consultas de emergências, as de rotina devem ser remarcadas. A triagem dos animais deve ser feita online, abordando de maneira cortês sobre a situação clínica do tutor do animal (se apresenta algum sintoma, como febre ou sintomas gripais). Em caso afirmativo, solicite que outra pessoa faça o transporte do animal ou, se a empresa puder, disponibilize transporte adequado para o animal.

Para os pets que chegam de guia, o objeto precisa ser higienizado ou trocado assim que o animal chegar ao consultório. Não é necessário que o bicho de estimação utilize máscaras de proteção. A máscara deve ser feita e utilizada por seres humanos e nas medidas corretas, devendo cobrir totalmente a boca e nariz, sem deixar espaços nas laterais. Todos os funcionários devem estar devidamente treinados para orientar sobre processos de desinfecção e higienização, bem como utilizar EPI (equipamentos de proteção individual). Por ora, serviços de adestramento devem ser suspensos ou aplicados de maneira online.

Dicas práticas
Para os pets shops:
*Disponibilize horários agendados para banhos e tosas com intervalo entre os clientes, evitando fluxo e aglomeração.

*Ofereça serviço de delivery para entrega de ração, medicamentos e demais produtos.

*Limite o acompanhamento de um tutor para cada animal.

*Se o animal chegar com guia no pet shop, o equipamento deve ser higienizado ou trocado por um descartável.

*Não é necessário que o animal de estimação utilize máscaras de proteção. A máscara deve ser feita e utilizada por seres humanos e nas medidas corretas, devendo cobrir totalmente a boca e nariz, sem deixar espaços nas laterais.

Para as clínicas veterinárias:
*Remarque consultas de rotina, atenda somente casos de emergência.

*A triagem dos animais deve ser feita online, abordando de maneira cortês sobre a situação clínica do tutor do animal (se apresenta algum sintoma, como febre ou sintomas gripais). Em caso afirmativo, solicite que outra pessoa faça o transporte do animal ou, se a empresa puder, disponibilize transporte adequado para o animal.

*Todos os funcionários devem estar devidamente treinados para orientar sobre processos de desinfecção e higienização, bem como utilizar EPI (equipamentos de proteção individual).

Serviços de adestramento devem ser suspensos ou aplicados de maneira online.

*A roupa que usam para ir ao trabalho deve ser trocada assim que chegarem à clínica ou pet shop. O local para fazer a troca deve ter álcool em gel disponível.

*Banheiros, áreas de espera em clínicas e pets, veículos e acessórios de transporte animal devem ser limpos de hora em hora e de acordo com seu uso.

*O estabelecimento deve instalar barreiras de proteção de vidro ou acrílico nos balcões e caixas ou colocar faixam sinalizando a distância permitida.

*As maquininhas de cartão devem ser envolvidas em papel filme e higienizadas entre um cliente e outro.

*É importante realizar uma escala de revezamento para que o menor número de funcionários esteja presente.

*Uma rede de contato com os colaboradores deve ser ativada para orientações sobre a covid-19, além do espaço para aqueles que sentirem qualquer sintoma procure ajuda médica. Com informações da Agência Sebrae de Notícias.

PUBLICIDADE
Don`t copy text!