MG orienta sobre zoneamento de risco climático para primeira safra do feijão

GRNEWS nas Redes Sociais Facebook Twitter YouTubeWhatsApp WhatsApp

Minas Gerais já trabalha com as orientações do zoneamento agrícola de risco climático para a cultura da primeira safra de feijão do ano. O estado é o segundo maior produtor do grão no Brasil, com produção total estimada em 539 mil toneladas e área plantada de 355,2 mil hectares, ficando atrás apenas do Paraná. Além disso, cerca de 70% da cultura do feijão em Minas é proveniente da agricultura familiar.

O zoneamento agrícola de risco climático tem por objetivo identificar, a cada ano, os municípios aptos e os períodos de semeadura para o cultivo de feijão em três níveis de risco: 20%, 30% e 40%. Suas instruções ajudam a minimizar os problemas relacionados aos fenômenos climáticos, permitindo a cada cidade produtora identificar a melhor época de plantio da cultura, nos diferentes tipos de solos, e as melhores cultivares.

O zoneamento em vigor consta na Portaria Nº 40, de 22/4/2020 publicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). “A portaria estabelece datas limites para o plantio em determinadas regiões do estado. Se o produtor cultiva fora dos intervalos definidos, o risco é dele. Ele não pode se credenciar a nenhum seguro, por seca ou excesso de chuva, por exemplo”, informa o coordenador técnico estadual de Culturas da Emater-MG, Sérgio Brás Regina.

Jequitibá
O agricultor familiar José Ricardo Falcão Moreira, presidente da Cooperativa dos Agricultores Familiares de Jequitibá e Região (Cooperaje), que reúne 54 filiados da área Central de Minas, afirma que segue à risca as orientações da Emater-MG para evitar prejuízos com oscilações climáticas e outras ocorrências durante a colheita de feijão.

“Geralmente plantamos em março, depois do período chuvoso, e colhemos em junho. Procuramos plantar em lugares mais altos. Mesmo assim, tivemos prejuízos com a enchente deste ano, que destruiu muitas lavouras de feijão”, admite. Jequitibá foi uma das cidades alagadas pelas chuvas de janeiro deste ano.

Segundo a técnica agropecuária da Emater-MG de Jequitibá, Mara Dias de Castro, a orientação quanto aos problemas climáticos faz parte das ações da empresa no município, que atende 40 agricultores familiares no cultivo do feijão. “Recomendamos sempre o uso de sementes de qualidade, certificadas e tratadas para evitar algumas doenças. Também alertamos para que as pessoas não façam o plantio em épocas de risco de chuvas fortes na floração e na colheita, pois isso pode trazer muitos prejuízos”, explica.

A produção anual de Jequitibá é de cerca de 180 toneladas da leguminosa, voltadas, principalmente, para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). A agricultura familiar tem uma área de plantio de 40 hectares e os médios produtores têm 25 hectares.

Preço
O alto preço do feijão nos supermercados, que tem incomodado muitos consumidores, não tem relação com a pandemia da covid-19, conforme a Emater-MG. “A oscilação do valor é sazonal e depende basicamente da oferta e da procura pelo alimento. As interferências da pandemia são pontuais e não têm influenciado nos preços”, garante o coordenador técnico Sérgio Brás Regina.

Segundo ele, a principal razão para a variação dos preços foi a quantidade de chuvas na primeira safra mineira e brasileira da leguminosa, somada à sazonalidade dessa época do ano. “Houve um excesso de chuva que prejudicou muito a colheita e também a qualidade dos feijões colhidos, deixando os estoques baixos. O preço do feijão já tem normalmente uma alteração no intervalo entre a colheita da primeira e da segunda safra. Nos feijões da segunda safra, provavelmente os preços voltarão ao normal”, afirma.

A Emater-MG é vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). Com Agência Minas

PUBLICIDADE
[wp_bannerize_pro id="valenoticias"]
Don`t copy text!