Saúde envia medicamentos para municípios mineiros atingidos pelas chuvas

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) tem intensificado suas ações desde o início do último período de chuvas intensas que atingem o território mineiro. Além da ativação de um gabinete de crise para acompanhamento e monitoramento da situação em nível local e regional, o Governo do Estado tem mantido interlocução com o Ministério da Saúde, de forma a garantir a oferta de insumos, medicamentos e imunobiológicos.

Ontem (30), 60 mil doses da vacina contra hepatite A foram recebidas pela SES-MG, a partir do repasse do Ministério da Saúde para imunização de pessoas que tiveram contato com águas de enchentes. Além disso, Minas Gerais também recebeu do ministério kits para situações de calamidade, que foram enviados aos municípios de Espera Feliz, Ibirité e Manhuaçu. Nos próximos dias, outros kits ainda devem ser recebidos pelo Estado.

A coordenadora estadual de Vigilância de Fatores de Risco Não-biológicos da SES-MG, Michelle Souza Costa, explica que os kits são compostos por medicamentos e insumos médicos e hospitalares, capazes de atender cerca de 500 pessoas por um período de três meses. “Entre os itens, temos antitérmicos, analgésicos e outros artigos que são bastante úteis para atendimento dessas populações”, destaca.

Michelle Costa também ressalta o papel do Estado na área da Saúde, uma vez que muitos municípios enfrentaram danos à sua estrutura do setor. “Estamos trabalhando para auxiliar na reconstrução e reestruturação nessas localidades, uma vez que ocorrem perdas de medicamentos nos serviços de saúde. A população também pode ter enfrentado essas perdas, às vezes com remédios de uso contínuo, portanto estamos atentos a essas situações”. A SES-MG tem realizado estudos de viabilidade financeira para regularização do repasse estadual do componente básico da atenção farmacêutica para os municípios atingidos.

“Nós já realizamos a distribuição de 140 mil frascos de hipoclorito de sódio para todas as Regionais de Saúde e diretamente para alguns municípios mais atingidos, com objetivo de desinfecção da água para consumo humano. Dessa forma, poderemos melhorar a segurança hídrica da população, evitando transmissão de doenças”, comenta Michelle Costa.

Enfrentamento
Entre as ações de preparação e resposta imediatas, que foram conduzidas pela SES-MG, estão: a realização de videoconferência com as Regionais de Saúde, com orientação para levantamento de informações sobre infraestrutura das unidades de saúde, rede elétrica, situação do fornecimento de água para consumo humano, estoque e distribuição de insumos, bem como a guarda de imunobiológicos e termolábeis para municípios em área de risco; avaliação do estoque de hipoclorito de sódio e necessidade de reposição, conforme demanda apresentada pelos municípios afetados. “Estamos também em ações coordenadas com os demais órgãos e entidades estaduais para contribuir na mobilização e ações necessárias de enfrentamento aos danos causados pelas chuvas, com participação no Grupo Estratégico de Resposta, instituído pelo Governo de Minas”, acrescenta Michelle Costa.

Outras ações de destaque são as visitas técnicas nos abrigos da Região Metropolitana de Belo Horizonte para verificação das condições sanitárias das estruturas, bem como as de manuseio e preparo de alimentos. Também houve distribuição de doxiciclina, visando o tratamento de casos suspeitos e confirmados de leptospirose. “Foram realizadas publicações no site da SES-MG, de forma a tornar acessíveis informações de interesse da população em geral e de profissionais de Saúde”, indica.

Doenças com maior incidência no período
Leptospirose – a ocorrência dos casos da doença tende a ser maior nos períodos de enchentes porque a enxurrada traz para os ambientes humanos a urina de roedores que estão nos esgotos e bueiros. Por isso, qualquer pessoa que entrar em contato com a água ou lama pode acabar infectada. Em 2019, conforme dados atualizados até o dia 27 de janeiro, em Minas Gerais, por exemplo, ocorreram 173 casos de leptospirose, com 18 mortes.

Hepatite A – a transmissão está relacionada diretamente às condições de saneamento básico e higiene pessoal. Normalmente transmitida por meio de alimentos mal lavados, também pode surgir com a ingestão acidental de água das chuvas contaminado. No ano passado, foram 40 casos notificados da doença.

Diarreia – se não for tratada adequadamente, pode evoluir para uma desidratação grave e até mesmo levar ao óbito. Em crianças menores de 5 anos, por exemplo, foram notificadas, em 2019, 23 mortes causadas pela doença.

Febre tifoide – transmitida por bactéria, provoca febre alta, dores de cabeça, mal-estar geral, falta de apetite, retardamento do ritmo cardíaco, aumento do volume do baço, manchas rosadas no tronco, prisão de ventre ou diarreia e tosse seca. É transmitida pela ingestão de água ou de alimentos contaminados com fezes humanas ou com urina contendo a bactéria.

Chikungunya, zika e dengue – com a chegada da época do calor e do período chuvoso, aumenta a quantidade de água parada, facilitando a proliferação do vetor dessas doenças. Mais informações estão disponíveis AQUI. Com Agência Minas

PUBLICIDADE
[wp_bannerize_pro id="valenoticias"]
Don`t copy text!