Bielorrússia: ONU e governos auxiliam retornos voluntários a migrantes

A Organização Internacional para Migrações (OIM), intensificou a ajuda humanitária para migrantes e refugiados na fronteira da Bielorrússia com a União Europeia, ampliando a assistência e avaliando oportunidades de retorno voluntário.

A estimativa é que pelo menos 2 mil pessoas estejam em acampamentos nos limites entre a Bielorrússia e a Polônia. A maioria vem de países como Iraque, Síria, Irã, Afeganistão e Camarões, entre outros.

Agravamento
Com a chegada do inverno, a OIM está preocupada com a situação dos migrantes, a hipotermia causou algumas mortes no local. A agência diz que há muitas mulheres e crianças precisando de cuidados.

O governo da Bielorrússia autorizou a entrada pontual da OIM, da Agência da ONU para Refugiados (Acnur), e da Cruz Vermelha para distribuir alimentos, roupas e kits de higiene.

As entidades também ofereceram auxílio para o retorno voluntário. Até o momento, 44 pessoas voltaram e, segundo a OIM, outros 38 solicitaram a ajuda e esperam viajar.

Nos últimos dias, o governo do Iraque organizou com a OIM a repatriação de mais de mil de cidadãos. A previsão é que nas próximas duas semanas todos que desejam, voltem à terra natal.

UNHCR Bielorússia/Via ONU News

Segurança
Estima-se que o número total de migrantes e refugiados na Bielorrússia seja de 7 mil.

O diretor-geral da OIM, António Vitorino, afirmou que a segurança dos migrantes é prioridade, assim como a defesa dos direitos humanos. A agência quer evitar mais mortes, especialmente com as temperaturas abaixo de zero.

Vitorino contou que a entidade está trabalhando para fornecer assistência humanitária e cooperar com os governos para que os retornos voluntários sejam feitos de formas segura e digna. Com ONU News

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