Agência global de saúde diz que é urgente melhorar acesso a autoteste de HIV após pandemia

A agência global de saúde Unitaid alerta que a Covid-19 cria uma nova urgência para melhorar o acesso ao autoteste de HIV. Com o método foi possível baixar em 40% o total de pessoas que não sabiam do status sorológico desde 2015.

A entidade apoiada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), defende que serão necessários cerca de 192 milhões de autotestes para cobrir os países de baixa e média rendas até 2025.

Atrasos
Em seis anos, o número de nações com políticas em vigor para o autoexame aumentou quase 15 vezes. Os dados foram divulgados para marcar o Dia Internacional de Combate à Aids, em 1º. de dezembro.

Segundo a Unitaid, atrasos e interrupções nos serviços de HIV por causa da pandemia reduziram o número de testes e diagnósticos, pela primeira vez, em mais de duas décadas.

O autoteste de HIV é crucial para manter o acesso e cuidados para milhões de pessoas em face dos novos fechamentos perante uma nova fase da pandemia.

Mais de 37 milhões de pessoas vivem com o HIV no mundo. Este total inclui 6,1 milhões que desconhecem seu estado serológico. O diagnóstico é crucial para o tratamento.

Custo
Após o investimento de US$ 100 milhões para melhorar, acesso, tratamento e prevenção com a entrega de autotestes, o custo global baixou, e 14 países africanos já contam com o kit.

Índia e Indonésia tentam expandir o serviço.

No total, políticas de autoteste aumentaram de seis para 88. Outros 31 Estados estão avançando no tema. O leste e o sul da África, considerados o epicentro da epidemia, estão agora na dianteira com 52% das nações implementando o autoteste.

Mas na Ásia, existem lacunas significativas com só um décimo de nações cobertas. Na América Latina, somente 6% dos países implementam o autoteste.

Uma das maiores metas é alcançar populações mais carentes, sem centros de saúde e com baixas taxas de teste entre homens e jovens.

Estigma
Grupos hesitantes por estigma ou discriminação, incluindo homens que fazem sexo com homens, pessoas trans e profissionais do sexo, também se beneficiaram com o autoteste.

No oeste da África, os kits estão sendo levados a boates, hotéis ou por contatos pessoais. Mais de 40% das pessoas fizeram o teste pela primeira vez.

Apesar dos progressos, a Unitaid quer preencher as lacunas por estarem assegurados apenas 15% dos 192 milhões de testes necessários em países de baixa e média rendas em 2025.

O total necessário é de US$ 104 milhões para cobrir os custos e o financiamento que devem aumentar o autoteste de HIV. A meta é consolidar o avanço agora ameaçado e garantir o tratamento e a prevenção para milhões de pessoas no mundo. Com ONU News

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