Projeto Nova Mineração pretende estimular a modernização do setor

GRNEWS nas Redes Sociais Facebook Twitter YouTubeWhatsApp WhatsApp

O Governo de Minas Gerais – por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) – desenvolve projetos para modernizar e otimizar a mineração com um todo. As ações fazem parte do projeto Nova Mineração, ligado diretamente à Diretoria de Ciência, Tecnologia e Inovação (DCTI).

Curta a página do Portal GRNEWS no Facebook Siga o Portal GRNEWS no twitter

Entre propostas de criação de ambientes mais favoráveis ao fomento de novos negócios está a formação de startups associadas à inserção das práticas na mineração. A ideia é atrair as aceleradoras para promover a inovação no setor, inclusive a tecnológica. As empresas sabem dessa necessidade e algumas já estão atraindo empreendedores, como é o caso da Votorantim em suas unidades em Minas Gerais.

Outras três plataformas desenvolvidas são voltadas para aplicação em larga escala de resíduos e rejeitos da mineração, principais desafios da mineração; a solução de conflitos, passivos e impactos; e a criação de modelos, fundamentos, estratégias, ações e alianças para revitalização e diversificação econômica dos municípios e territórios mineradores.

Essa última pretende mudar a realidade de localidades com potenciais diversos, mas que ficam presos à mineração. Duas regionais (Araxá e Quadrilátero Ferrífero) complementam as ações de trabalho desenvolvidas na capital mineira.

Segundo o assessor da Fapemig e coordenador do projeto, Renato Ciminelli, as quatro plataformas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação foram lançadas em 2016. “Esse projeto é inovador e tem caráter sistêmico, pois envolve todos os profissionais da mineração e também as comunidades”, afirma.

Trata-se de uma iniciativa inédita para revitalizar e modernizar o setor, em resposta às necessidades de uma mineração mais segura, sustentável, competitiva e comprometida com o desenvolvimento dos mais de 170 municípios mineradores no estado.

As reuniões têm trabalhado a necessidade do engajamento de todas as empresas, instituições, cientistas, educadores e demais profissionais, bem como das comunidades onde a mineração está presente.

O projeto Nova Mineração surgiu para enfrentar os seguintes desafios: desastre da barragem em Mariana; queda acentuada no preço das commodities; crescente pressão social e o enfraquecimento do Quadrilátero Ferrífero no quesito competitividade.

Essa região no centro do estado — com aproximadamente 7 mil quilômetros quadrados — é a maior produtora nacional de minério de ferro e abrange os municípios de Ouro Preto, Mariana, Congonhas, Nova Lima, Santa Bárbara, Itabira, Itabirito, entre outros.

Peso na economia
De acordo com a publicação Panorama da Mineração em Minas Gerais (IBRE/FGV), a Indústria Extrativa Mineral (IEM) responde por 24,4% de toda a indústria e 8% do Produto Interno Bruto (PIB) no estado.

A produção da IEM em Minas Gerais está mais concentrada nos minerais metálicos (90%), especialmente o minério de ferro, enquanto os 10% restantes são representados pelos minerais não metálicos.

Em relação à produção nacional, Minas Gerais se destaca não apenas pelo minério de ferro (66%), mas também por outros minerais, como zinco (100%), ouro (45%), fosfato (57%), calcário (27%), nióbio (95%), entre outros.

Apesar da publicação de 2016, os dados disponibilizados pela FGV são relativos a 2011, quando o número de empregos na indústria extrativa chegava a 60.600, equivalente a 4,4% da população empregada no setor industrial.

Em sua opinião, Ciminelli diz que o estado de Minas Gerais tem espaço para receber investimentos em mineração e siderurgia, porém, os novos negócios passam necessariamente pela inovação.

“O projeto ambiciona uma rede coesa e múltipla de parceiros institucionais públicos, científicos e privados, e um grande fundo associado, vislumbra a mineração mineira, nos próximos anos, em um patamar mais elevado para competir com outras regiões do mundo, pois todo o setor está consciente de que é preciso inovar”, explica. Os métodos antigos de se fazer mineração já não são viáveis nos aspectos ambiental e econômico.

O Sindicato das Empresas de Informática de Minas Gerais (Sindinfor) é uma das instituições parceiras no projeto por encampar parte significativa da indústria de Tecnologia da Informação (TI) e congregar o chamado “digital business”.

O presidente Wellington Teixeira Santos ratifica a forte dependência que o estado tem do minério, entretanto, aposta na inovação tecnológica, aliada à excelente logística construída por Minas Gerais a partir da mineração.

“Não adianta ficar prevendo o futuro, quando algumas jazidas ou minas deixarão de existir. O projeto liderado pela Fapemig busca novas tecnologias, inclusive na reutilização de rejeitos e, para isso, temos que utilizar o conhecimento e as ferramentas disponíveis. A parceria com startups será um grande player ao utilizar a internet das coisas, homem-máquina, entre outras inovações da inteligência artificial,” afirma Santos.

Parcerias internacionais
Como forma de estimular Minas Gerais a galgar uma posição de maior competividade no setor, o Governo do Estado já tem algumas parcerias internacionais na mineração, entre elas com a França, por meio da região de Nord-Pas-de-Calais; Austrália e Suécia.

Há outro importante acordo a ser firmado brevemente com a China, envolvendo a Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior (Indi), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes) e Fapemig.

A ideia é fazer mineração verticalizada, trabalhando toda a cadeia produtiva. Todos esses países parceiros têm tradição na mineração e são considerados bastante avançados nos seus processos de produção e na reutilização de rejeitos em várias atividades. Com Agência Minas

PUBLICIDADE
[wp_bannerize_pro id="valenoticias"]
Don`t copy text!