Agência alerta para riscos por queda de atendimento a pacientes com câncer

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A Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) disse que a Covid-19 está limitando os principais serviços de saúde para diagnosticar e tratar doenças crônicas entre elas câncer e cardiopatias.

O diretor-geral da agência, Rafael Mariano Grossi, alertou que muitos podem morrer especialmente em países de baixa renda por falta de diagnóstico e tratamento.

Cúpula Mundial da Saúde
O apelo ocorreu num painel da Cúpula Mundial da Saúde que terminou ontem (27), em Berlim, na Alemanha. O encontro virtual juntou governos, sociedade civil, academia e setor privado.

A pesquisa sobre o impacto da pandemia nos serviços de medicina nuclear mostrou tendências preocupantes.

A agência ajuda os países com técnicas de medicina nuclear e de radiação para detectar e tratar cânceres ou ainda para controlar doenças cardiovasculares bem como distúrbios neurológicos e renais.

Prioridade
Mariano Grossi disse que embora o combate à Covid-19 continue sendo uma prioridade global, as doenças crônicas, como o câncer, continuam a afligir milhões de pessoas. E por isso é necessário continuar diagnosticando e tratando para que o quadro não piore.

Realizada entre abril e maio, o estudo indica que a média da queda nos níveis de diagnósticos em 434 centros médicos foi de 54%.

Fatores como reduções do número de profissionais com a pandemia e a relutância dos pacientes em visitar as clínicas devido ao risco de exposição podem ter levado à redução.

A pesquisa realça ainda que os serviços para determinar a localização e a disseminação de tumores diminuíram em média 36%. Já os procedimentos para detectar o câncer nos nódulos linfáticos, geralmente o primeiro local onde se detecta a propagação da doença, caíram 45%.

Pulmão e ossos
Os exames por imagem para a tireoide caíram em dois terços, enquanto análises para localizar problemas no pulmão e nos ossos também caíram em mais da metade.

Numa redução consideravelmente notável, as análises de cardíacos baixaram cerca de 66%. Esta situação sugere que os pacientes podem estar atrasando obter atendimento médico a tempo, o que afeta as chances d sobrevivência.

Mariano Grossi lembrou que a detecção e intervenção tardias podem transformar doenças tratáveis em terminais. Com ONU News

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