Protecionismo crescente preocupa chanceleres do Brics

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Ministério das Relações Exteriores/Divulgação

À margem da 73ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), os ministros das Relações Exteriores do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, criticaram a nova onda de protecionismo e manifestaram oposição ao impacto de medidas unilaterais incompatíveis com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Para os chanceleres, o protecionismo prejudica o comércio global e o crescimento econômico.

Nos últimos meses, Estados Unidos e China têm protagonizado uma guerra comercial com a imposição de tarifas sobre as exportações procedentes do mercado de um e de outro.

No comunicado divulgado ontem (27) após a reunião, os ministros reiteraram que o sistema de solução de controvérsias da OMC é a base do sistema multilateral de comércio destinado a aumentar a segurança e a previsibilidade no comércio internacional.

“Os ministros enfatizaram a importância de uma economia mundial aberta e inclusiva, permitindo que todos os países e povos compartilhem os benefícios da globalização. Salientaram seu firme compromisso com o livre comércio e com a centralidade de um sistema multilateral de comércio baseado em regras, transparente e não discriminatório, tal como consolidado na OMC”, diz o texto.

Os chanceleres reiteraram o compromisso do Brics com o multilateralismo e uma ordem internacional baseada em regras e reafirmaram a centralidade da ONU. “Os ministros garantiram seu apoio aos esforços para tornar a governança global mais representativa com maior participação de mercados emergentes e países em desenvolvimento na tomada de decisões globais”, informa o comunicado.

A reunião foi coordenada pelo chanceler brasileiro Aloysio Nunes Ferreira. O Brasil assumirá a presidência temporária do Brics em 2019 e será o anfitrião da 11ª cúpula do bloco. Com Agência Brasil

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