Meirelles decidirá saída de Ministério na próxima semana

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Arquivo/Beto Barata/PR

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse na segunda (26) que deixou para o início da próxima semana a decisão se ficará na pasta ou se sairá do governo para disputar as eleições deste ano. Em entrevista a jornalistas após reunião com empresários em Porto Alegre, ele declarou estar interessado em disputar a Presidência da República.

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“Eu devo anunciar uma decisão no início da semana que vem se, de fato, eu devo sair do ministério para disputar um mandato eleitoral ou se fico no ministério até o final deste ano. E, no caso de decidir por uma candidatura, qual seria o partido pelo qual eu sairia”, declarou Meirelles após participar de evento promovido pela Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul).

Ao ser perguntado sobre que cargo gostaria de disputar, Meirelles respondeu que, no momento, considera concorrer à Presidência da República. “Fui convidado duas vezes para concorrer ao cargo de vice e, nas duas vezes, neguei a proposta”, declarou, em áudio divulgado pelo Ministério da Fazenda.

Atualmente, Meirelles é filiado ao PSD e disse que está em negociações em relação a qual partido poderia sair candidato. O ministro ressaltou que é importante que seja uma legenda “coerente” com sua trajetória. Ele evitou falar se está de saída do PSD, mas elogiou o MDB, partido do presidente Michel Temer. “O MDB é diferente porque o MDB certamente está num momento em que tem tamanho, tem história, é o grande partido do governo e tem o presidente da República atual”, disse.

Crescimento
Na palestra aos empresários, o ministro reiterou que as reformas estruturais postas em prática pelo governo, como o teto de gastos, a reforma trabalhista e as reformas microeconômicas para reduzir a burocracia, estão dando resultados. Meirelles reiterou que a economia brasileira deverá crescer 3% em 2018 e gerar 2,5 milhões de empregos. Segundo ele, o governo trabalha agora para a aprovação da “Ponte para o Futuro 2”, conjunto de 15 pontos anunciados no mês passado como alternativa a suspensão da reforma da Previdência. O ministro diz que há “grande convergência” na base aliada em torno das medidas.

Temer diz que equipe fica
O presidente da República, Michel Temer, disse na segunda (26), em São Paulo, que o governo já considera a hipótese da saída do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e que, se isso ocorrer, a base atual da equipe econômica será mantida. “Não podemos quebrar essa equipe econômica que está aí”.

“Eu e o ministro Meirelles consideramos as várias hipóteses no final de semana. Não havia ainda exatamente uma decisão. Mas consideramos a hipótese de sua saída. E, evidentemente, ao cuidar de sua saída, se ele vier a sair [do governo], confio muito na indicação do seu substituto”, disse o presidente a jornalistas, após discursar por cerca de 45 minutos para membros da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), no qual citou vários dos projetos realizados por seu governo em um ano e 11 meses de mandato.

O presidente desconversou quando questionado por jornalistas se Meirelles vai compor com ele uma candidatura à Presidência da República, com o ministro ocupando uma chapa como vice-presidente. “Ele pode ocupar qualquer função no país. Pode ser candidato, pode ser vice, pode continuar ministro”, disse Temer, ressaltando que, se Meireles se filiar ao MDB, será “muito bem-vindo”. “Não vejo objeção à vinda dele ao MDB”. Sobre sua própria candidatura, Temer disse apenas que “está considerando”.

Rússia
O presidente revelou que conversou na segunda (26), por telefone, com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Segundo Temer, a conversa foi sobre problemas envolvendo a exportação da carne brasileira. “Tratei sobre a questão agropecuária, sobre a questão da carne, porque houve embaraços na importação de carne. Mas ele [Putin] se mostrou disposto a examinar isso com muita rapidez”, disse.

Balanço de governo
Durante o discurso na FecomercioSP e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Temer fez um balanço do seu governo e exaltou o atual momento do país. Durante o balanço, o presidente citou a aprovação do teto para os gastos públicos, a reforma do ensino médio, a repactuação da dívida dos estados, a recuperação das empresas estatais, a moralização das estatais, a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, a aprovação da reforma trabalhista e da lei da terceirização, entre outros. E disse que o país tem diminuído seu déficit, que hoje está na casa dos R$ 139 bilhões. “Isso se chama responsabilidade fiscal”.

Temer falou também sobre a área social e da manutenção do programa Bolsa Família. “Mantivemos o Bolsa Família, que há mais de dois anos e meio não tinha aumento. E demos aumento. Mas o interessante na nossa concepção é que ele é um programa assistencial legítimo no presente momento, mas não pode ser eterno. É claro que esse há de ser um programa passageiro. Por isso adicionamos outro programa, o Progredir, onde se passa a empregar os filhos dos desfrutantes do Bolsa Família. Com isso eles progridem e a progressão vai dar a verdadeira inclusão”. Segundo o presidente, seu projeto para o país foi possível por meio de “intenso diálogo com o Congresso Nacional e a sociedade”.

De acordo com o presidente, o Brasil precisa voltar a ser otimista. “Não temos razão para pessimismo. Temos razão para o otimismo. Vamos pegar o otimismo do país. Estamos crescendo, estamos desenvolvendo. Estas coisas não se resolvem, já que apanhamos o Brasil em uma recessão extraordinária, de um dia para o outro. Às vezes, leva anos. Mas é preciso começar e tenho certeza que começamos. O Brasil voltou e vai ficar”. Com Agência Brasil

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