Unesco apoia projeto de restauração de Museu Nacional no Rio de Janeiro

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A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) está apoiando o processo de restauração do Museu Nacional, no Rio de Janeiro.

Em 2018, um incêndio atingiu a sede do museu destruindo a quase totalidade do acervo em exposição. Na altura, a Unesco lamentou a “perda incalculável da herança cultural para o conjunto da humanidade.”

Projeto
A agência coordenou o processo de licitação para o projeto arquitetônico, que contou com o aporte técnico de renomados especialistas das áreas de arquitetura, patrimônio cultural, engenharia e museologia.

Também recebeu apoio de representantes de instituições especializadas como o Conselho Internacional de Museus, Icom Brasil, e o Instituto de Arquitetos do Brasil, IAB, que fizeram parte da comissão de análise das propostas criativas.

No final, a elaboração do projeto ficou a cargo do consórcio H+F Arquitetos e Atelier de Arquitetura e Desenho Urbano, vencedor de uma licitação realizada pelo Projeto Museu Nacional Vive.

Proposta
A proposta indica que o Paço de São Cristóvão, onde está localizado o Museu, será inteiramente dedicado a exposições e atividades educativas. O prédio anexo ao Palácio terá auditório, salas administrativas e de reserva técnica.

A Unesco acredita que a sociedade brasileira terá “um museu ainda mais aberto à comunidade, integrado ao cotidiano da população carioca e em diálogo com outros patrimônios históricos do bairro de São Cristóvão.”

Segundo a agência, o respeito à identidade arquitetônica e à trajetória do Paço de São Cristóvão também irão orientar o desenvolvimento do projeto de arquitetura e restauro.

Cooperação
Em comunicado, a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto, lembra que a agência atua em várias partes do mundo na conservação de museus e de seus acervos e coleções.

Segundo ela, esse novo projeto “atenderá aos mais rigorosos padrões internacionais de acessibilidade e segurança, o que tornará o Museu Nacional uma fonte renovada de cultura e história ainda mais integrada à comunidade.”

Marlova Noleto afirma que “no momento em que o mundo atravessa uma das crises mais difíceis de sua história, a busca por soluções conjuntas e inovadoras é imperativa para ter, no menor prazo possível, o Museu Nacional aberto para o público.”

Objetivos
Já o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, lembra que a instituição quer ser “um museu de História Natural e Antropologia inovador, sustentável e acessível que promova a valorização do patrimônio científico e cultural e que, pelo olhar da ciência, convide à reflexão sobre o mundo que nos cerca e, ao mesmo tempo, leve a sonhar.”

A reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Denise Pires de Carvalho, também celebrou mais este passo na reconstrução do museu.

Ela destacou “o modelo de gestão inovador, que associa instituições públicas e privadas no intuito de desenvolver para a sociedade brasileira e para o mundo o que poderá ser um dos melhores museus de História Natural do planeta.”

A reitora informou que a inauguração do campus de Pesquisa e Ensino do Museu Nacional está prevista para este ano. Em 2022, a organização pretende inaugurar o Bloco 1, com a celebração do bicentenário da Independência do Brasil. Com ONU News

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