Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos traz soluções e discute a gestão da água

A gestão da água sob diversas óticas é o destaque da programação do XXIV Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, em andamento até esta sexta-feira (26/11), no Expominas, em Belo Horizonte. O evento é promovido pela Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRHidro), em realização conjunta com o Governo de Minas Gerais, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e outras entidades parceiras.

No encontro foi firmado um acordo para a implementação do Sistema de Monitoramento de Uso de Recursos Hídricos. A iniciativa vai apoiar o desenvolvimento de tecnologias de monitoramento remoto, em tempo real, dos usos da água e de sistemas de informação para coleta, armazenamento e tratamento.

Também será possível acompanhar a disponibilidade dos recursos hídricos. A ferramenta ainda permite a autogestão pelos usuários; mediar conflitos; simplificar procedimentos; garantindo a integridade das informações e a transparência da gestão.

“O acordo de cooperação técnica vai criar um aplicativo para que o Igam receba os dados de telemetria, obrigatório para alguns usuários”, explica o diretor-geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Marcelo da Fonseca. A plataforma vai permitir receber os dados e tratá-los de forma a gerar informação para usuários e para o órgão gestor, conhecendo em tempo real a quantidade de água usada no estado.

Além de Marcelo da Fonseca, participaram representantes do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), da Agência Nacional das Águas e Saneamento Básico (ANA), do Instituto de Atenção às Cidades e o deputado federal José Vitor de Rezende Aguiar.

Monitoramento
O monitoramento da qualidade da água superficial em Minas Gerais, realizado pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), foi apresentado em um dos painéis do simpósio. O programa, executado desde 1997, busca a produção sistemática de informações sobre a qualidade das águas dos rios mineiros. O objetivo é conhecer a evolução frente aos impactos exercidos pelo desenvolvimento produtivo e às pressões ambientais.

Os dados foram apresentados pela gerente de Monitoramento de Qualidade das Águas do Igam, Katiane Brito. “Esse acompanhamento nos garante acesso a informações estratégicas de indicadores e de subsídios para preservação e controle da poluição”, disse. A gerente também observou que os dados de monitoramento se interligam a vários instrumentos de gestão, como a cobrança pelo uso dos recursos hídricos, o enquadramento e a outorga.

Sobre o programa
Atualmente, o Igam possui quase 700 pontos de monitoramento da qualidade da água com análise de mais de 53 parâmetros físico-químicos que englobam nutrientes, matéria orgânica, íons, metais, indicadores microbiológicos, variáveis biológicas, dentre outros.

O trabalho tem apoio da ANA, por meio do Programa Nacional de Qualidade das Águas. Hoje, da rede operada pelo Igam, 560 pontos também fazem parte da rede brasileira, o que torna Minas o estado com mais pontos nacionais.

Arsae-MG e saneamento
O diretor-geral da Arsae-MG, Antônio Claret, foi convidado para o painel “Qual o futuro dos Projetos de Saneamento?” e destacou as atribuições das agências reguladoras com o Novo Marco do setor.

“Hoje, as agências reguladoras trazem as regras por meio de resoluções. Com o Novo Marco do Saneamento, elas ganham uma função fiscalizadora, que é mais de cobrar do que de criar, porque as regras virão nos contratos. Essa é a grande mudança”, explicou.

Programação
O XXIV Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos está sendo realizado de forma híbrida, no Expominas, em Belo Horizonte. Parte das discussões é on-line e, outra, presencial. O evento, que teve início em 21/11, segue até esta sexta-feira (26/11). Acompanhe acessando aqui. Com Agência Minas

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