Especialistas projetam crescimento de fontes renováveis na matriz energética

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Até o ano de 2023, chegará a 20% a participação das chamadas novas fontes renováveis – eólica, fotovoltaica e de biomassa – na matriz energética brasileira. Essa tendência foi apontada por participantes do II Debate Público Energia de Fontes Renováveis: a construção do desenvolvimento sustentável.

Cerca de 400 pessoas ligadas ao setor lotaram o Auditório José Alencar, na terça-feira (25), para ouvir os mais de 20 expositores e participar do debate, que tratou do incremento e da regulação da produção desse tipo de energia. O evento foi solicitado pelo deputado Gil Pereira (PP), presidente da Comissão Extraordinária das Energias Renováveis e dos Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), com apoio dos deputados Betinho Pinto Coelho (SD), vice-presidente, e Tito Torres (PSDB).

De acordo com Luiz Eduardo Barata Ferreira, diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a expansão da produção de energia elétrica no Brasil já está calcada em fontes de energia renováveis, considerando que 67,5% dela vem de hidrelétricas e 19% das outras fontes renováveis.

Ele sinalizou que a geração distribuída (na qual o próprio consumidor gera sua energia), já é responsável pela produção de mais de 1 gigawatt (gw) no Brasil, com 3 mil unidades instaladas, sendo Minas Gerais o maior produtor. A fonte fotovoltaica desponta como a principal, tendo enorme potencial de crescimento. O estado de Minas Gerais tem hoje 24% das unidades, a maior parte no Norte do Estado, e é responsável por 28% da energia produzida.

Para se adaptar às mudanças, o ONS tem se preparado, avaliou Luiz Barata, como demonstram os leilões para energias renováveis. O próximo será no dia 28 de junho, para o qual Minas Gerais tem inscritos 74 projetos, que somam 2770 megawatts (Mw), sendo 2400 gerados por fonte fotovoltaica.

Também Rodrigo Santana, assessor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), acrescentou que o Brasil tem ainda grande margem para crescimento se comparado a outras nações. Na Austrália, de acordo com ele, de cada seis residências, uma tem energia fotovoltaica. Ronaldo Amaral Santana, do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, disse que, conforme projeções, até 2040 a geração distribuída chegará a 32% da matriz energética no País.

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