ONU apela ao diálogo após golpe militar e detenção do primeiro-ministro do Sudão

As Nações Unidas estão profundamente preocupadas com relatos de um golpe de Estado em curso no Sudão e de tentativas de minar a transição política no país. As primeiras declarações foram emitidas esta segunda-feira pelo representante especial para o Sudão, Volker Perthes.

O secretário-geral António Guterres condenou “o golpe militar em curso” no país africano, ressaltando que o primeiro-ministro Abdallah Hamdock e outros funcionários “devem ser libertados imediatamente.”

Líderes
António Guterres destacou se deve respeitar totalmente a Carta Constitucional para proteger a transição política. Ele expressou a posição da ONU, que continua a ser de apoiar o povo.

A alta comissária para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, disse que “as autoridades militares devem respeitar a ordem constitucional, retirar-se das ruas e resolver quaisquer diferenças com o poder civil por meio do diálogo e da negociação”.

As declarações seguiram-se às do representante especial do secretário-geral para o Sudão, Volker Perthes, que deve fazer um breve resumo sobre a situação a jornalistas em Nova Iorque.

Antes, o enviado divulgou um comunicado onde considera “inaceitáveis” as detenções do primeiro-ministro Abdallah Hamdok, de representantes do governo e de outros líderes políticos.

Apelo ao diálogo
O representante da ONU pede às forças de segurança do Sudão “para libertarem imediatamente todos que foram detidos de forma ilegal ou colocados em prisão domiciliar”.

Segundo Perthes, essas forças ficam com a “responsabilidade de garantir a segurança e o bem-estar das pessoas que estão sob custódia”.

O representante especial para o Sudão faz também um apelo a todos os lados, para que exerçam contenção máximo e que “retomem imediatamente o diálogo e restaurem a ordem constitucional”.

Entenda o caso
Agências de notícias destacam que a capital Cartum foi tomada por uma série de protestos nesta segunda-feira, após militares colocarem o premiê sudanês em prisão domiciliar e prenderem outros líderes do governo. O próprio Ministério da Informação do país teria descrito as ações como um golpe de Estado.

O general Abdel Fattah Burhan, chefe do Conselho Soberano, teria anunciado estado de emergência no país e dissolvido o próprio Conselho.

Os militares e as autoridades de transição civis estavam governando o Sudão de forma conjunta desde que o ex-presidente Omar al-Bashir saiu do poder em 2019, após 30 anos no comando do país. Com ONU News

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