Morre cabeleireira vítima de feminicídio no carnaval no Rio de Janeiro

GRNEWS nas Redes Sociais Facebook Twitter YouTubeWhatsApp WhatsApp

Após ficar três semanas em coma, morreu na madrugada de hoje (25) a cabeleireira Cristiane Werneck, de 35 anos. Ela foi agredida durante horas pelo companheiro, o porteiro Giovani Jefferson de Souza, preso temporariamente pela Polícia Civil, no início do mês. Com a morte da vítima, o porteiro passa a responder por homicídio qualificado por feminicídio.

A cabeleireira sofreu traumatismo craniano, lesões por todo o corpo e perdeu os dois rins, no espancamento que a colocou em coma, no carnaval. Após a sessão de agressão, Giovani ligou para a filha da vítima, de 21 anos, que resgatou a mãe, em casa. Cristiane ficou internada no Hospital de Irajá, na zona norte, e seu corpo será encaminhado ao Instituto Médico-Legal. A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher conduz o caso e aguarda o laudo da necrópsia para concluir a investigação. O inquérito está baseado no depoimento de testemunhas.

O assassinato de Cristiane pelo companheiro não é um caso isolado. Dados mais recentes do Instituto de Segurança Pública do estado mostram que 65,8% dos feminicídios em 2017 têm os companheiros ou ex-companheiros como algozes. A casa é o local onde mais tentativas de feminicídios foram registradas, 76%.

Em 2018, as delegacias do estado do Rio registraram 70 feminicídios consumados e 288 tentativas. Já em 2017, foram 68 mortes e 187 tentativas de feminicídio, um crime de ódio praticado contra mulheres. Com Agência Brasil

PUBLICIDADE
Don`t copy text!