40% da frota de ônibus não irá circular nesta quinta-feira em SP

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Arquivo/ Rovena Rosa/Agência Brasil

A prefeitura de São Paulo informou no início da noite de quarta (23) que cerca de 40% da frota de ônibus do transporte coletivo do município não deverá circular nesta quinta (24). Segundo a administração municipal, a redução ocorre em razão da greve dos caminhoneiros, que afeta o abastecimento de combustível para o sistema de transporte.

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A prefeitura destacou ainda que, caso a paralisação persista até a próxima sexta-feira, a frota que realiza coleta de lixo poderá ser afetada. “A administração municipal vai solicitar à Justiça que determine a suspensão dos bloqueios aos centros de distribuição de combustível”.

De acordo, com a prefeitura, as empresas mais afetadas serão Norte Buss, Qualibus, Transunião, Express, Pêssego, Via Sul, Imperial, A2, Gatusa, Transkuba, Transwolff e Alfa Rodobus.

Os caminhoneiros protestam há três dias contra os seguidos aumentos do preço do diesel. O movimento tem fechado algumas estradas, o que já impacta no abastecimento de combustível em algumas regiões do país. As principais reivindicações da categoria são a redução de impostos sobre o preço do óleo diesel, como PIS/Cofins e ICMS e o fim da cobrança de pedágios dos caminhões que trafegam vazios nas rodovias federais que estão concedidas à iniciativa privada.

Restaurantes
A Associação Nacional de Restaurantes (ANR) informou que a paralisação dos caminhoneiros já começou a afetar alguns restaurantes e redes de alimentação. Segundo a entidade, redes como Divino Fogão, Domino’s, Habib’s, Koni, Subway, Spoleto e The Fifties estão com problemas de desabastecimento em algumas de suas unidades.

De acordo com a ANR, demais redes que atuam com centros de distribuição podem ser atingidas nos próximos dias se não houver uma solução. “Esperamos verdadeiramente que o governo e a categoria possam chegar a um entendimento ainda esta semana. Do contrário, teremos mais problemas não apenas em nosso segmento, mas para toda a população”, destacou a ANR em nota. Com Agência Brasil

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