Falta de dinheiro coloca em risco combate à praga de gafanhotos

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A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), alertou que uma força de 28 aeronaves que combatem a praga de gafanhotos na África Oriental pode parar de trabalhar em março devido a falta de financiamento.

Em comunicado, o vice-diretor geral da FAO, Laurent Thomas, disse que “os governos aumentaram sua capacidade em tempo recorde” e, por isso, “os enxames foram reduzidos em número e tamanho.”

Necessidades
Segundo ele, “seria trágico jogar fora essas conquistas no momento em que as nações da África Oriental estão começando a ver a luz no fim do túnel.”

Thomas disse que existe “uma possibilidade real” de que estes países eliminem a praga esse ano, mas avisou que “eles precisam ser capazes de continuar fazendo o que estão fazendo, sem hesitar.”

Cerca de US$ 38,8 milhões serão necessários para continuar esse trabalho até junho.

Esforços
Quando a crise surgiu, no início de janeiro de 2020, os países tinham pouca ou nenhuma capacidade de monitorar os movimentos das nuvens ou montar atividades de controle em escala. A maioria não tinha uma praga desse tamanho em mais de 50 anos.

Um ano depois, os países montaram uma força de combate que inclui, além dos aviões e helicópteros, cerca de 260 unidades terrestres e mais de 3 mil observadores treinados recentemente.

Mais de 6 mil horas de missões aéreas foram realizadas. Além disso, foram usadas novas ferramentas digitais, como imagens de satélite, inteligência artificial e modelos de trajetória, para criar mapas de infestações, áreas de reprodução e rotas de migração.

Invasão de gafanhotos do deserto que estão dizimando as plantações na Somália.

Segundo a FAO, esses esforços ajudaram a evitar perdas de safras e laticínios estimadas em US$ 1,2 bilhão, protegendo o sustento de 28 milhões de pessoas.

Melhorias
A situação melhorou, mas os gafanhotos continuem sendo uma ameaça. Desde janeiro do ano passado, condições climáticas favoráveis continuam facilitando a sua reprodução.

Nos últimos meses, chuvas fortes e um ciclone geraram uma nova rodada de reprodução, causando a formação de mais nuvens. Como resultado, o Quênia e o sul da Etiópia estão lidando novamente com o problema. A Tanzânia também detectou novas nuvens.

A dimensão do problema é menor, no entanto. No ano passado, por exemplo, uma nuvem no Quênia cobriu 240 mil hectares, uma região do tamanho de Luxemburgo. Hoje, as equipes de controle estão lidando com nuvens entre 100 e 1000 hectares.

Segundo o vice-diretor geral da FAO, “a África Oriental está prestes a acabar com o problema, desde que os governos possam manter essas aeronaves voando.” Com ONU News

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