ONU condena uso da força em operação que deixou 8 mortos em comunidade no Rio de Janeiro

O Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas defende uma investigação imparcial e independente para se descobrir o que aconteceu de fato no Complexo do Salgueiro, no município de São Gonçalo, Rio de Janeiro.

Oito corpos foram encontrados na segunda-feira (22) em um manguezal vizinho, após uma operação policial no local.

Nesta terça-feira (23), em Genebra, a porta-voz do Escritório da ONU foi questionada por um jornalista sobre a situação.

Último recurso
Marta Hurtado destacou que o Supremo Tribunal Federal proibiu, em 2020, operações policiais nas favelas do Rio de Janeiro enquanto durar a pandemia de Covid-19.

Hurtado lembra às autoridades do Brasil que o uso da força deve ser aplicado somente quando for estritamente necessário e respeitando os princípios da legalidade, necessidade e proporcionalidade.

A porta-voz disse ainda que a força letal deve ser o último recurso e apenas usada quando existe de fato uma ameaça à vida.

Urgência em rever modelo
O Escritório de Direitos Humanos da ONU está pedindo ao Ministério Público uma investigação eficaz e totalmente imparcial sobre o caso no Complexo do Salgueiro. Marta Hurtado destacou também a importância de garantir que os responsáveis pelas mortes sejam responsabilizados.

Outro ponto ressaltado pela porta-voz foi o de que o Brasil precisa, com urgência, rever o modelo atual de ações policiais nas favelas. Com ONU News

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