Pesquisadores concluem monitoramento eletrônico de onça-pintada

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Há um ano, um grupo de pesquisadores, incluindo profissionais do Instituto Estadual de Florestas (IEF), capturou, colocou um colar de monitoramento e depois soltou uma onça-pintada que vinha circulando pela região metropolitana de Juiz de Fora, na Zona da Mata.

O objetivo era monitorar a rotina do animal. Por um ano, o colar rastreou todos os movimentos da onça-pintada via GPS. Conforme previsto, o equipamento, com abertura programada e automática, foi desativado neste mês de maio e, em seguida, recuperado pelo grupo de pesquisadores.

O colar foi recolhido nos limites da área ambiental em que o animal foi solto há extamente um ano.

Objetivos
Os dados revelados pelo colar de monitoramento serão, agora, usados para pesquisas e ações que possibilitem o manejo adequado da população dessa espécie.

A diretora de Proteção à Fauna do IEF, Liliana Nappi, que participou das tratativas do processo de captura e soltura do animal, comemorou a localização do objeto. “Estamos felizes por saber que há indicativos suficientemente fortes de que a onça-pintada está viva e que esta história teve um desfecho de sucesso. O IEF forneceu apoio logístico aos pesquisadores durante o monitoramento do felino e seguirá acompanhando o animal por meio das pesquisas em andamento”, disse.

Conservação
O diretor geral do IEF, Antônio Malard, destacou que “o achado é um indicativo importante de que a translocação do animal foi um sucesso, revelando que a atuação do IEF em parceria com as demais instituições nessa missão foi positiva e de importantes resultados para a ciência e a sociedade, mas, sobretudo para a conservação da espécie”.

De acordo com Fernando Azevedo, professor da Universidade Federal de São João Del Rey (UFSJ) que integra a equipe responsável pelo monitoramento do animal, há indícios capazes de confirmar que o colar encontrado pertencia, de fato, à onça-pintada capturada em Juiz de Fora.

Segundo o professor, somente o felino usava um colar com compartimento para GPS na cor branca. As outras três onças-pintadas catalogadas na região possuem o equipamento na cor preta. Além disso, o equipamento foi identificado a cerca de 7 quilômetros do local onde foi realizada a soltura em 2019, apontando para um território de uso do animal.

O dispositivo de monitoramento foi encontrado junto à carcaça de um tamanduá-mirim, provavelmente predado pela onça. “Pelos vestígios e manchas de sangue fresco da caça, foi possível estimar também que ela esteve no local se alimentando. São sinais de que o animal está caçando e estabeleceu território na área onde foi solto”, afirmou o professor.

A onça-pintada continuará sendo monitorada por meio de câmeras instaladas nos arredores do local de soltura, e também pelas equipes do IEF, que farão o acompanhamento a partir de pesquisas realizadas na região.

Manejo, captura e soltura
O primeiro registro da onça-pintada foi feito por um vigilante do Jardim Botânico de Juiz de Fora, no dia 25 de abri de 2019. A área faz divisa com uma unidade de conservação estadual administrada pelo IEF no município, a Área de Proteção Ambiental (APA) Mata do Krambeck.

Desde o avistamento do animal silvestre nos limites do município, uma cooperação interinstitucional foi estabelecida. Participaram do processo o IEF, por meio do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Juiz de Fora, e as entidades Campo de Instruções do Exército Brasileiro, Corpo de Bombeiros, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap/ICMBio), Polícia Militar de Meio Ambiente (PMMAmb), Prefeitura de Juiz de Fora e a UFJF, gestora do Jardim Botânico. Com Agência Minas

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