Comercialização de produtos da apicultura cresce no Norte de Minas durante pandemia

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Desde o início da pandemia do novo coronavírus no Brasil, a comercialização de produtos provenientes da apicultura vem apresentando crescimento no Norte de Minas, especialmente o mel de aroeira. Típico dessa região, ele é considerado um alimento com propriedades que fortalecem o sistema imunológico.

Os destaques nas vendas são o própolis verde, com acréscimo em torno de 300%, e o mel de aroeira, com pouco mais de 30%, gerando aumento de renda para aproximadamente 1.500 famílias de pequenos produtores rurais organizados em 25 associações comunitárias e numa cooperativa regional com sede no município de Bocaiuva, todas apoiadas pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Para o superintendente regional da Codevasf em Minas Gerais, Marco Câmara, esses resultados obtidos pela apicultura mineira são uma mostra de que a Companhia está cumprindo sua missão de proporcionar o desenvolvimento sustentável na região. “Mesmo diante da instabilidade econômica, em função da paralisação de diversos setores produtivos causada pela pandemia, acredito no sucesso da apicultura. Vamos continuar apoiando essa atividade”, afirma o dirigente.

Propriedades medicinais
O mel de aroeira do Norte de Minas é um produto com características medicinais diferenciadas, comprovadas por pesquisas científicas. Possui ação antibacteriana, inclusive em relação à Helicobacter pylori, causadora de gastrite, além de ação anti-inflamatória.

“Esse mel tem, como princípio ativo, os compostos fenólicos. Esses compostos estão presentes em quantidades elevadas, o que lhe confere propriedades antimicrobianas. Deve ser usado para fortalecer o sistema imunológico, ajudando, assim, na prevenção ao Covid-19”, acrescenta pesquisadora Esther Bastos, da Fundação Ezequiel Dias (Funed), que fez os estudos de caracterização do mel de aroeira.

A descoberta dessas propriedades pela pesquisadora vem impulsionando a apicultura regional, uma vez que o mel de aroeira tem maior valor comercial que os méis de florada comum. Antes, ele não possuía boa aceitação no mercado, em função de sua coloração escura, mas as descobertas científicas reverteram essa situação.

Aos 73 anos de idade, tocando sozinho o próprio apiário com mais de 60 caixas de produção de mel e própolis verde, o apicultor Roberto Rodrigues Soares tem mais de três décadas de experiência na atividade apícola e muitos cursos de capacitação na área. Ele afirma que, na vivência diária da produção e no contato direto com o consumidor, já ouviu, várias vezes, casos em que o mel de aroeira foi considerado um “santo remédio” para doenças respiratórias e de intestino. “Agora, acredito que está ajudando a amenizar os efeitos do novo coronavírus”, aposta Roberto Soares.

Grande parte da produção apícola do Norte de Minas é processada no entreposto de mel construído pela Codevasf em Bocaiuva. O local possui capacidade de processar 250 toneladas de mel fracionado por ano e apresenta inspeção sanitária federal, inclusive para exportação, representando uma das poucas estruturas no estado com essa certificação. Com informações da Assessoria de Comunicação e Promoção Institucional da Codevasf.

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