Pesquisa revela como anda a criatividade dos jovens nas empresas

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Competências técnicas não são mais o grande diferencial no mercado. Isso, todos já sabem. Mesmo para quem trabalha em áreas centradas, é fundamental desenvolver as famosas soft skills. Levando esse cenário em consideração, o Nube – Núcleo Brasileiro de Estágios fez a seguinte pergunta a jovens de 15 a 28 anos: “a criatividade é uma característica procurada no mundo corporativo?”. Grande parte dos respondentes concordou, apesar de ainda ser um desafio para muitos.

O estudo ocorreu entre 19 e 30 de agosto de 2019, com 44.554 participantes de todo o Brasil. Para 88,69%, ou 39.514 votantes, “sim, todo profissional deve pensar em como inovar”. Para a analista de treinamento do Nube, Jéssica Ferreira, essa é, sem dúvidas, uma das habilidades requisitadas no ambiente de trabalho. “Conforme pesquisa feita pelo Fórum Econômico Mundial, em 2020, a criatividade será a terceira aptidão necessária. Ou seja, propor algo novo, ou reorganizar elementos já existentes, enxergar formas diferenciadas de fazer a própria atividade, avaliar problemas e propor soluções é essencial”, explica.

Outros 2,37% (1.056) disseram: “sim, mas não tenho boas ideias” e 7,47% (3.329) afirmaram: “depende, nem todos conseguem ser criativos”. Contudo, a especialista aponta: “esse não é um dom, o qual algumas pessoas apenas o têm. Na verdade, todos possuem o poder de modernizar e isso pode ser aprimorado com o tempo, por meio de treino e muita prática”, assegura. Assim, para quem tem dificuldades, o primeiro passo é reconhecer quais são os principais bloqueios mentais. “Uma dica é a utilização de listas. Por isso, é válido anotar em quais situações é necessário aplicar modificações. A partir daí, recomendo registrar todos os pensamentos, não se limitar ou se julgar. Ao fim, basta eleger quais seriam reflexões possíveis ou não”, incentiva. Aos poucos, se tornará um hábito!

Todavia, há também quem não veja a ação como um diferencial. Logo, 1% (446) revelou: “não, outras qualidades são mais importantes” e 0,47% (209) comentou: “não, pois minha profissão não exige”. Para esses, vale uma reflexão, pois sem “pensar fora da caixa” é impossível criar opções para solucionar obstáculos complexos. “Independentemente do ramo de atuação, a habilidade é imprescindível. Hoje, talvez não seja recorrente ter de inventar um conteúdo, no entanto, o talento se dá em outros aspectos, como ao pensar em alternativas para driblar situações cotidianas, por exemplo, as quais precisem de resolução urgente”, enfatiza.

Então, o conselho é não ter medo de errar. “Quanto mais repertório a pessoa tem, melhores serão suas concepções. Portanto, recomendo estudar, se atualizar, ouvir podcasts, ver vídeos e ler livros/artigos com temas de interesse”, ressalta Jéssica. Além disso, é sempre bom lembrar: a inovação é uma competência naturalmente humana, instrumento capaz de fortalecer qualquer carreira. “Logo, investir no assunto não é perda de tempo!”, finaliza.

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