Presídio doa 150 brinquedos para creche de São Joaquim de Bicas

Cerca de 150 brinquedos produzidos em madeira e linha, todos feitos por detentos do Presídio de São Joaquim de Bicas II, foram entregues para crianças da Creche São Tarcísio, instituição pública situada no município da unidade prisional, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Na confecção das peças de madeira — trenzinho, basquete e carrinho giratório —, trabalharam quatro presos e, para a produção dos amigurumis, como são chamados os bichinhos feitos de tricô, foi instituída uma força-tarefa de 15 presos, devido ao tempo e à complexidade da fabricação. A técnica japonesa é utilizada para produzir bonecos ou animais de tricô ou crochê.

“A ação ajuda a tirar um pouco o estigma de que os presos representam apenas despesas para o Estado, e que não trazem nenhum tipo de retorno para a sociedade. Precisamos acreditar e investir nas possibilidades de transformação das pessoas privadas de liberdade”, afirma o diretor de Atendimento do presídio, Fábio César.

Empresas parceiras do sistema prisional fizeram a doação de paletes e sobras de compensados para a fabricação dos brinquedos de madeira, que, junto com os feitos de linha de crochê, foram entregues para as 178 crianças da Creche São Tarcísio.

A fabricação dos materiais é um projeto desenvolvido com apoio do Conselho da Comunidade da Comarca de Igarapé, da Vara de Execuções Penais da comarca e da Pastoral Carcerária.

Marcenaria
A produção de brinquedos de madeira começou em setembro de 2019, com ferramentas e maquinários oferecidos pelo Conselho da Comunidade de Igarapé. Em dezembro do ano passado, houve doações para uma instituição de Esmeraldas e para a Pastoral Carcerária, que ficou com a responsabilidade de distribuir os brinquedos.

Os presos trabalham na oficina das 8h às 16h e recebem remição de pena, ou seja, para cada três dias de atividades, é reduzido um na pena. Eles são acompanhados e orientados pela Gerência de Produção e pela Diretoria de Atendimento e Humanização do presídio.

A qualidade da produção já é reconhecida pelo Conselho da Comunidade da Comarca de Igarapé. Quem garante é a prestadora de serviços do conselho, Angelita Mercês. “Encomendamos uma nova quantidade de brinquedos que serão destinados ao Abrigo de Igarapé. A população pode passar a ver a unidade prisional com outros olhos, pois os presos têm capacidade de trazer benefícios para a comunidade”, sustenta. Com Agência Brasil

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