Problemas técnicos deixam Minas Gerais longe da energia eólica

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Dificuldades técnicas de conexão à rede de distribuição podem estar inviabilizando a implantação de empreendimentos de energia eólica em Minas Gerais. Embora o Estado tenha boas condições de vento, semelhantes às da Bahia e com a vantagem de não ter maresia, sua capacidade instalada é praticamente zero. A Cemig confirma o gargalo e, mesmo anunciando investimentos, admite que a solução não será imediata.

Como resultado, a energia eólica responde por apenas 0,001% da matriz energética em Minas, com uma única usina em operação, em Iturama (Triângulo). Seis empreendimentos mineiros habilitados no último leilão do Ministério das Minas e Energia (MME) não receberam nenhuma oferta. E a Minas de Ventos, que tem usina em fase de implantação em Santo Antônio do Retiro (Norte), já está direcionando recursos para outros Estados.

Esses desafios pautaram audiência pública realizada ontem (20) pela Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a requerimento do deputado Osvaldo Lopes (PSD). “Precisamos desburocratizar a energia eólica no Estado. É uma fonte limpa, com uma das mais baixas pegadas de carbono e, por isso, muito conectada com o futuro”, defendeu o parlamentar.

“Não podemos ter a energia eólica tão acanhada em Minas, um Estado continental e com uma das maiores demandas por energia no País”, alertou também o diretor do Departamento de Informações e Estudos Energéticos do MME, André Luiz Osório. No Brasil, segundo ele, essa fonte renovável já responde por 9,3% da matriz elétrica e deve chegar a 18% até 2029, segundo projeções do Ministério.

André citou também o Atlas Eólico de Minas Gerais, feito pela Cemig em 2010, que comprova a condições favoráveis de geração do Estado, sobretudo no Norte e no Triângulo, com potencial para mais de 40 gigawatts. “O Estado tem capacidade e tem investidores” acrescentou. Minas tem também consumidores interessados na energia eólica, conforme destacou a assessora da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Tânia Mara Santos.

Segundo ela, são clientes que hoje usam energia solar mas que, à noite, entre 17 e 20 horas, apelam para o diesel para evitar as altas tarifas desse horário de ponta. “A eólica, que tem produção maior à noite, seria um complemento. Temos, pelo menos, 1,5 gigawatts atrasado de investimentos no Estado”, afirmou. Ele também defendeu a atualização do Atlas Eólico, com a medição e certificação dos ventos. Com ALMG

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