Com avanço da vacinação restaurantes mineiros venderam mais no mês de agosto

Restaurantes, bares, lanchonetes e padarias registraram aumento de 18% em quantidade de vendas em agosto, em comparação com o mesmo mês de 2020, é o que aponta os índices divulgados pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), em parceria com a Alelo, bandeira especializada em benefícios, incentivos e gestão de despesas corporativas. O cenário também é positivo para os supermercados com alta de 5,2% no volume de vendas, conforme informações da Alelo.

Ao avaliar o desempenho dentro do período de crise, comparando os resultados de 2021 com 2020, os Índices de Consumo em Restaurantes (ICR) mostram ainda aumento de 13,2% no valor gasto e 7,9% no número de estabelecimentos que efetivou pelo menos uma transação no mês de agosto. Por outro lado, quando observamos as variações calculadas em relação à 2019, contexto pré-pandemia, notamos queda em dois dos três indicadores em agosto: -24% no valor gasto e -37,1% na quantidade de vendas. Já o número de estabelecimentos que realizou transações foi 1,6% maior.

“Os restaurantes de Minas Gerais ainda não conseguiram recuperar os níveis registrados antes da chegada da pandemia, mas tivemos avanços relevantes nos últimos 12 meses, com resultados positivos nos três indicadores”, destaca Cesario Nakamura, presidente da Alelo. “Com o avanço da vacinação, é esperado que aos poucos a população retome seus hábitos de consumo com segurança”, pontua.

Em termos regionais, adotando como parâmetro a variação do valor gasto em restaurantes entre agosto de 2019 e 2021, é possível evidenciar um maior impacto na região Centro-Oeste (-35%). Entre as demais, a queda no valor total gasto foi de: Sul (-28,9%), Sudeste (-28,7%), Norte (-27,6%) e Nordeste (-27,6).

Em relação aos Índices de Consumo em Supermercados (ICS), os dados de agosto, em comparação com o mesmo período de 2020, indicam que o segmento encerrou o período com queda de 2,8% no valor total gasto. No mais, o número de estabelecimentos que realizou pelo menos uma venda registou alta de 1,1%. Já ao ter como base o comportamento de consumo em supermercados em 2019, ano anterior a pandemia, observamos em agosto desse ano um aumento de 4,2% no valor total gasto e 4,5% no número de estabelecimentos que registrou ao menos uma transação. Já a quantidade de vendas caiu 10,8%.

Segundo os pesquisadores da Fipe, ocorreu uma mudança no comportamento de consumo nos supermercados, visto que, diferente dos outros meses, houve aumento no volume de transações e queda no valor gasto. Esse resultado pode ser explicado pela alta dos preços, principalmente dos alimentos, aliada à persistência de efeitos negativos da pandemia sobre a renda e o emprego.

Vale destacar que os Índices de Consumo em Supermercados (ICS) acompanham as transações realizadas em estabelecimentos como supermercados, quitandas, mercearias, hortifrútis, sacolões, entre outros; e os Índices de Consumo em Restaurantes (ICR) apontam a evolução do consumo de refeições prontas em estabelecimentos como restaurantes, bares, lanchonetes, padarias, além de serviços de entrega (delivery) e retirada em balcão/para viagem (pick-up). Ambos são calculados com base nas operações realizadas a partir da utilização dos cartões Alelo Alimentação e Alelo Refeição, em todo território nacional.

Metodologia dos índices
Todos os índices foram elaborados e depurados com base em critérios estatísticos para garantir a consistência e a interpretação dos resultados ao longo do tempo:
Amostra: todos os índices são calculados a partir de dados diários de transações realizadas em estabelecimentos comerciais distribuídos por todo o território nacional, entre 1 de janeiro de 2018 e 31 de agosto de 2021.
Valores atípicos: para evitar oscilações nos índices decorrentes de eventuais entradas ou saídas de empregadores de grande porte na base de dados, observações associadas a empresas que se enquadram nesses critérios foram desconsideradas nos cálculos.
Sazonalidade: foram adotados os seguintes procedimentos para mitigar a influência de fatores sazonais: (i) cálculo de média móvel de 7 dias (dados do dia observado e dos 6 dias anteriores a ele), eliminando assim os efeitos dos dias úteis e finais de semana sobre as séries; (ii) identificação e filtragem de fatores sazonais relacionados ao comportamento das séries em dias específicos dentro de cada mês (1º dia, 5º dia, 10º dia…), por conta do calendário de recarga e distribuição temporal do uso dos benefícios nos estabelecimentos no período.
Inflação: os dados relativos ao consumo em valor foram deflacionados com base na variação mensal do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Influência de outros fatores: os impactos apresentados não excluem a influência de fatores, eventos e políticas coincidentes com a pandemia sobre o comportamento e hábitos de consumo da população ao longo do período de análise. Todavia, levando-se em conta o caráter inesperado das medidas restritivas instituídas a partir de março, na maior parte das grandes cidades, bem como o padrão comportamental dos índices nos anos precedentes, é possível relacionar as variações atípicas observadas no comportamento das séries à pandemia da Covid-19.
Frequência: todos os índices são apresentados com frequência diária para todo o período disponível da amostra, tendo por referência inicial (base 100) a média diária em janeiro de 2018. Os impactos calculados estão disponíveis para todos os dias, quinzenas e meses de 2020.
Recorte geográfico: os impactos – apresentados como percentuais de variação dos índices em relação à média observada em 2019 – consideram os seguintes recortes: (i) média nacional (Brasil); (ii) Médias das 5 regiões (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste); (iii) Média dos 26 estados e Distrito Federal (27 unidades federativas).

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