Peru está em alerta devido ao aumento de casos de coronavírus em crianças

GRNEWS nas Redes Sociais Facebook Twitter YouTubeWhatsApp WhatsApp

Nas duas últimas semanas, os casos do novo coronavírus no Peru aumentaram em 100 mil, o maior registro desde que a doença surgiu no país em março, e o governo proibiu as festas familiares como uma nova medida para frear a pandemia.

Segundo o presidente, Martín Vizcarra, o objetivo é neutralizar uma das fontes de propagação e, ao mesmo tempo, um dos principais veículos de contágio: as crianças.

“Já chegamos aos 23 mil casos de crianças contaminadas em nosso país, e aqui em nossa instituição consideramos que as cifras vão se modificar a cada dia”, disse à Reuters o médico Franklin Mendoza, chefe da unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Pediátrico San Borja.

Embora os menores de idade sejam os que menos desenvolvem a doença, as crianças infectadas assintomáticas podem servir como transmissoras silenciosas do vírus para os adultos, que em sua maioria sofrem as consequências, às vezes fatais, afirmou Mendoza.

Os casos de covid-19 no Peru dispararam em agosto e até quarta-feira (19) haviam chegado a 558.420 – quase o dobro em relação a 29 de junho. O país é o segundo com mais infecções na América Latina e o sexto em nível mundial.

Os mortos, que aumentam em média 200 por dia há um mês, estão perto dos 27 mil, a taxa de mortalidade mais alta da região, proporcionalmente à população.

Desde que o coronavírus surgiu no Peru, no dia 6 de março, o governo decretou uma quarentena rigorosa que paralisou a maior parte da indústria e confinou a população. Em maio, o país começou a reativar gradualmente as atividades produtivas para ressuscitar a economia, mas manteve o isolamento das crianças, que estudam em casa pela internet ou a televisão.

Quando saem de casa, aproveitando os minutos de liberdade, não param de correr ou patinar. Outras andam de bicicleta ou jogam bola nos parques, sob a supervisão de algum familiar.

“Você vê aqui as crianças neste parque, que saem e estão contentes, chegam em casa com outro humor, já não estão trancadas, não estão submetidas a uma rotina que também cansa”, disse Marco Prado, um pai de família, enquanto vigiava o filho que se divertia.

O presidente Martín Vizcarra disse recentemente que o excesso de confiança da população contribuiu para o ressurgimento do vírus no país, em meio ao colapso dos hospitais, à disponibilidade mínima de leitos de UTI e à falta de oxigênio medicinal, essencial para pacientes com insuficiência respiratória. Com Agência Brasil/Reuters

PUBLICIDADE
Don`t copy text!