Turismo: restrições de viagem afetam 96% de todos os destinos mundiais

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Mais de 96% de todos os destinos turísticos mundiais estão fechados, segundo um novo relatório da Organização Mundial de Turismo (OMT). Das regiões analisadas, 90 têm suas fronteiras fechadas para turistas, enquanto 44 apenas aceitam visitantes de certos países.

Impacto
A pesquisa mostra que o problema afeta todo o mundo, com poucas diferenças entre as regiões. Na África, Ásia, Pacífico e Oriente Médio, 100% dos destinos adotaram restrições. Nas Américas, 92% das regiões adotaram medidas semelhantes, enquanto na Europa a proporção é de 93%.

A agência espera que as chegadas de turistas internacionais diminuam entre 20% a 30% relativo aos números de 2019. Em comparação, em 2009 as chegadas de turistas internacionais caíram 4%.

Isso pode resultar em um declínio nas receitas entre US$ 300 bilhões e 450 bilhões, quase um terço das receitas de US$ 1,5 trilhão geradas no ano passado. Levando em conta as tendências do mercado, isso significa que serão perdidos entre cinco a sete anos de crescimento.

Inédito
Em nota, o secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili, disse que “a covid-19 teve um impacto nas viagens e turismo como nenhum outro evento da história.”

Os benefícios trazidos pelo setor estão ameaçados. Milhões de empregos podem ser perdidos e avanços nos campos da igualdade e do crescimento econômico sustentável podem ser revertidos.

Para a OMT, os governos devem analisar, permanentemente, as restrições de viagens e facilitar ou levantar algumas medidas assim que for seguro fazê-lo.

O relatório mostra que, em muitos casos, os destinos já ajustaram suas medidas à medida que a situação evoluiu. A OMT continuará acompanhando a evolução das restrições, tentando apoiar uma recuperação responsável, mas também oportuna.

Recomendações
A agência publicou uma série de 23 recomendações para apoiar governos, setor privado e comunidade internacional. As diretrizes estão divididas em três categorias: gerenciamento da crise e mitigação do impacto, estímulo para acelerar recuperação e, por fim, preparação do futuro.

Para o chefe da OMT, essas medidas “ajudam o setor a manter empregos e apoiar empresas que estão em risco.” Pololikashvili disse que reduzir o impacto no emprego, proteger os mais vulneráveis e preparar a recuperação devem ser as principais prioridades.

O diretor-geral afirmou que ainda não se sabe qual será o impacto total, mas disse que “é preciso apoiar o setor agora para que regresse mais forte e sustentável.” Segundo ele, os programas que foram implementados agora resultarão em empregos e crescimento econômico no futuro.

Desafio
Em parceria com a Organização Mundial da Saúde, OMS, a OMT lançou um concurso de ideias para ajudar o setor.

O apelo global procura contribuições de empreendedores e inovadores que possam fazer a diferença imediatamente, para destinos, empresas e governos. O chefe da OMT afirmou que as ideias “precisam estar desenvolvidas e prontas para serem postas em prática.”

As inscrições terminam em 22 de abril de 2020. Os vencedores serão convidados a apresentar suas ideias a representantes de mais de 150 governos. Também terão acesso à Rede de Inovação da OMT, que inclui centenas de startups e empresas líderes de todo o setor de turismo. Com ONU News

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