Funed oferta novo exame para detecção de bactéria que vive no intestino

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A Fundação Ezequiel Dias (Funed) está ofertando uma nova metodologia, o exame de Biologia Molecular para detecção dos fatores de virulência em Escherichia coli – bactéria que vive no intestino, mas que pode ter ação patogênica e causar a doença diarreica. Esse novo método pretende tornar mais rápido o esclarecimento de surto de diarreia, identificando com mais facilidade e segurança a Escherichia coli como o agente patogênico.

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O Serviço de Doenças Bacterianas e Fúngicas (SDBF) da Funed – laboratório de referência regional para os estados da Bahia, Espirito Santo, Rio de Janeiro e de todos os 853 municípios de Minas Gerais para as doenças causadas por bactérias – recebeu a capacitação do exame de Biologia Molecular de Escherichia coli no final de 2015. O trabalho foi por meio do Programa de Capacitação em Recursos Humanos (PCRH/Fapemig), pelo Laboratório de Referência Nacional Instituto Adolfo Lutz/SP.

Segundo Carlene Morais Alves, bioquímica do SDBF, a capacitação do corpo técnico permite maior autonomia para que os exames possam ser finalizados na Fundação, sem a dependência de outros laboratórios, agilizando os resultados.

“O exame será muito mais ágil, já que não vamos precisar do laboratório de apoio, permitindo um diagnóstico oportuno e rapidez nas medidas de controle da Vigilância Epidemiológica. Agora podemos fazer toda a identificação da Escherichia coli como agente patogênico aqui na própria Funed”, diz.

Isso beneficia diretamente o Sistema Único de Saúde (SUS) e “demonstra nossa constante atuação para o cumprimento da missão institucional de participar do Sistema Único de Saúde, protegendo e promovendo a saúde”, completa Carlene.

O SDBF, recebe em média, 800 amostras clínicas por ano, provenientes dos programas MDDA (Monitoramento das Doenças Diarreicas Agudas) e DTA (Surtos de Doenças Transmitidas por Alimento) para realização de coprocultura – exame feito para diagnosticar os agentes patogênicos causadores da doença diarreica.

Doenças Transmitidas por Alimento
Segundo dados da Secretaria de Vigilância em Saúde/Ministério da Saúde (SVS), no Brasil, no período de 2007 a 2016 houve mais de 6 mil surtos de DTA, ocasionando cerca de 17 mil hospitalizações e 109 óbitos.

“Fazemos pesquisas dos agentes bacterianos, como Shigella spp., Aeromonas spp., Víbrio cholerae, Pleisiomonas shigeloides, Yersinia spp., E. coli e Salmonela spp., sendo este último o mais prevalente, pois é um microrganismo que é recorrente na contaminação de alimentos”, explica Carlene.

As amostras a serem analisadas são encaminhadas para a Fundação por meio das Gerências e Superintendências Regionais de Saúde (GRS/SRS). De acordo com Carlene, “o papel da Fundação, além dos diagnósticos que são feitos, é de certificar se as amostras irão chegar na Funed em condições adequadas para o processamento”, conta.

Para isso, a Fundação disponibiliza e distribui para todas as 28 GRS, o swab Cary-Blair – insumo utilizado na coleta de amostras. Anteriormente, o resultado de coprocultura demorava até três meses para sua liberação, devido à necessidade de complementação pelo laboratório de apoio. Hoje, após a nova metodologia implantada na Funed, a liberação do resultado ocorre em até 15 dias. Com Agência Minas

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