Unidades demonstrativas estimulam piscicultura no Vale do Jequitinhonha

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Para estimular o desenvolvimento da piscicultura, o município de Itaobim, no Vale do Jequitinhonha, investiu na implantação de duas unidades demonstrativas. Os produtores beneficiados foram orientados a produzir lambari rosa, em sistema de tanque escavado. A ação é resultado de uma parceria entre a Emater-MG, empresa vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Secretaria Municipal e agricultores familiares.

Uma das unidades foi implantada na propriedade de Cleusdete da Silva Pereira. Ela trabalha com o marido e mais dois filhos na produção de queijo, mandioca de mesa, milho verde, mamão e doce de leite. Além de vender seus produtos na feira livre de Itaobim, a família de agricultores comercializa mandioca e milho verde por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Na propriedade foi construído um tanque com capacidade para 11 mil alevinos. A obra foi executada pela prefeitura. Como a família já possuía uma bomba d’água, o investimento para iniciar a atividade ficou em torno de R$1,7 mil, valor utilizado na compra de 5 mil alevinos e mais 50 quilos de ração. “Eu resolvi investir na piscicultura por sugestão da Emater-MG e, também, por não ter muito custo”, diz Cleusdete Pereira.

Os alevinos foram soltos no tanque em abril de 2021. A primeira desova está prevista para agosto. Cleusdete Pereira e sua família estão otimistas. “Vejo que vai ser lucrativo. Eu queria uma criação de peixe há muito tempo. Já vou até pedir mais um tanque porque não terei de gastar com a compra de mais alevinos”, diz a produtora.

Produção
Os produtores beneficiados com as unidades foram incentivados a criar lambari rosa, espécie com pouca oferta na região, mas de boa aceitação no mercado. A expectativa é que cada uma das unidades produza, num período de 120 dias, cerca de 250 quilos.

“Os primeiros tanques escavados também servirão de tanque de reprodução das matrizes para que, já no mês de agosto, os alevinos possam ser retirados e instalados em outro tanque, evitando-se assim a compra de novos alevinos. Vale ressaltar que, após o primeiro ciclo, que compreende 120 dias, as fêmeas já fazem a desova a cada 20 ou 30 dias, com cerca de dois mil ovos”, explica o extensionista da Emater-MG Dajas Murta.

A previsão é de que sejam construídos mais dois tanques. Um em cada unidade. As obras mais uma vez serão de responsabilidade da prefeitura de Itaobim, que também cuida do transporte dos alevinos. “Nós, da Emater-MG, cuidamos da mobilização, organização e seleção dos agricultores participantes. Também orientamos os operadores das máquinas quanto à abertura dos tanques e oferecemos toda assistência técnica aos piscicultores”, diz Murta.

O técnico ressalta que, além de oferecer uma nova fonte de renda para as famílias, as unidades servirão para divulgar e estimular a piscicultura na região. “A intenção é estender a atividade para outros produtores do município. Basicamente, o custo para o produtor está sendo a aquisição de alevinos e ração”, relata o extensionista da Emater-MG. Com informações da Assessoria de Comunicação da Emater-MG

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