Academias de ginástica aproveitam pandemia de COVID-19 para se reinventar

GRNEWS nas Redes Sociais Facebook Twitter YouTubeWhatsApp WhatsApp

O segmento de academias de ginásticas foi um dos primeiros a sentir o impacto do avanço do novo coronavírus (COVID-19). Antes mesmo da determinação de lockdown, que foi o fechamento do comércio e de shoppings centers, as academias de ginástica entraram na lista dos serviços que deveriam ser suspensos para evitar o risco de contágio da doença. Mesmo diante das restrições e medidas de isolamento da população, os donos de pequenos negócios do segmento podem aproveitar a crise para se reinventar e manter o contato com o cliente, principalmente deixando-os ativos.

Com a permanência da maioria das pessoas em casa, inclusive trabalhando remotamente, até mesmo as mais sedentárias vão sentir a necessidade de se mexer um pouco mais. Sendo assim, surge uma oportunidade de atrair um público maior para o seu negócio. O analista de Competitividade do Sebrae, Geraldo da Costa, explica que neste momento, os treinamentos online podem representar uma oportunidade, tendo em vista que geralmente o atendimento presencial está muito relacionado à proximidade que as pessoas têm do local físico. “Com as aulas pela rede é possível alcançar outros nichos de mercado que normalmente estavam restritos pela distância”, analisou.

Em Brasília, a empresária Débora Flores, dona do SlimFit Studio, se reuniu com os professores do espaço e rapidamente decidiram que os alunos não ficariam um dia sem aula. Pela internet, a equipe oferece aulas em vídeo diariamente com exercícios funcionais, que podem ser realizados sem uso de aparelhos profissionais, apenas com o peso do próprio corpo e utensílios domésticos, como cabo de vassoura, cadeira, dentre outros. A academia está oferecendo treinos a mais do que o contratado para os alunos e ainda disponibilizou dois treinos básicos para o público em geral.

Com a boa receptividade da iniciativa, a empresária decidiu investir em gravações profissionais e pesquisando uma plataforma digital para implementar o serviço pago de forma definitiva diante da demanda de novos alunos. “Os alunos não tiveram a interrupção do serviço e receberam os treinos pela internet de forma muito positiva. Eles gostaram e disseram que se sentiram amparados, reconhecendo a responsabilidade da academia. Isso nos estimula a seguir em diante”, contou a empresária.

Além dos treinos online, as redes sociais têm oferecido um espaço de interatividade com a realização de lives, que são encontros ao vivo, e permite a disponibilização de vídeos gravados. O analista do Sebrae destaca que é importante manter essa proximidade com os clientes e ampliar os serviços com aulas diferenciadas: “Há possibilidade de oferecer aulas de dança, yoga e meditação, que são consideradas práticas e ajudam a aliviar o estresse e a tensão, sentimentos muito comuns neste período”.

Renegociar contratos
O período de paralisação das atividades pode gerar muitas incertezas para o micro e pequeno empresário. Existe a possibilidade de os alunos cancelarem as matrículas, gerando despesas e falta de receita. A recomendação do Sebrae é que o empreendedor seja flexível na hora de renegociar os contratos. Oferecer um desconto, isenção de alguma mensalidade durante o período de crise e até um bônus por permanência pode ser melhor do que perder um cliente. “Cada negócio deve avaliar quais são as necessidades de caixa e o número de desistências e então oferecer condições dentro da sua realidade”, alertou o analista do Sebrae. Com Agência Sebrae de Notícias

PUBLICIDADE
Don`t copy text!